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Cidades

Alto Tietê tem 17 mortes em acidentes de trabalho por ano; caminhoneiros são maioria

Maior incidência de acidentes (incluindo com e sem mortes) é com trabalhadores do setor de produção das empresas

20 maio 2023 - 05h00 Por Daniel Marques - de Suzano
Em 11 anos, o Alto Tietê registrou 184 mortes provocadas por acidentes de trabalho. O número representa uma média de quase 17 mortes por ano de pessoas no exercício da profissão. Os dados foram compilados pelo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho - do Ministério Público do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
 
O balanço mostra ainda que a profissão de motorista de caminhão foi a que mais causou mortes na região neste período de 11 anos, com 19 óbitos. Essas mortes foram registradas em oito das dez cidades – as exceções foram Poá, menor cidade em área do Alto Tietê, e Salesópolis, a menos populosa.
 
Apesar da quantidade de óbitos no período, um comparativo feito pelo DS com a plataforma traz uma redução no número de mortes nos últimos anos, sobretudo no início desta década em comparação com o da década passada. Entre 2012 e 2015, o número de mortes superou 19 na região. A partir de 2016, houve uma redução, com a quantidade de óbitos sempre ficando abaixo de 16.
 
O menor número foi computado em 2020. Foram dez em 12 meses. Há de se considerar, no entanto, que, especialmente em 2020, o Brasil viveu uma grave crise sanitária provocada pela Covid-19, que forçou o afastamento ou redução de frequência de trabalhadores em suas empresas de uma forma geral. Com a reabertura dos serviços, o número voltou a subir, chegando a 13 mortes em 2021 e a 18 óbitos em 2022.
 
Fazendo um comparativo do número de acidentes de trabalho entre os anos de 2021 e 2022, houve um aumento de 17,8% de um ano para o outro. O número foi de 4.263 para 5.024 – um aumento de 761 casos. Só no ano passado, a região teve uma média de quase 14 acidentes de trabalho por dia.
 
Considerando os dados entre 2012 e 2022, a maior incidência de acidentes de trabalho ocorre com alimentadores da linha de produção. Foram 4.456 acidentes. Em segundo lugar estão os profissionais da enfermagem (técnico e auxiliar), com 2.479 ocorrências registradas. 

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