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Cidades

Agricultores se preparam para seca; preço das hortaliças deve ter queda

Produtores relatam que o repasse dos feirantes e comerciantes é mais caro

21 maio 2023 - 17h00 Por Guynever Maropo - de Suzano

Os agricultores de Suzano se preparam para enfrentar a temporada de seca e apontam tendência de queda no preço das hortaliças a partir de junho. Apesar da expectativa de queda, agricultores relatam que o repasse dos feirantes e comerciantes é mais caro do que no campo. 

“O preço da alface em feiras livres e sacolão está acima de R$ 4. Na roça houve queda no preço das hortaliças devido a grande produção. Vendia a caixa com 60 pés de alface por R$ 120. Depois caiu para R$ 100 e estou repassando a R$ 80 a caixa. A tendência era cair também para o consumidor, já que até o preço do adubo está em queda”, disse o agricultor Alberto Bispo. 

O agricultor Paulo Takeshi Murayama produz cebolinha, espinafre e alface crespa. Segundo ele, a cebolinha tem um preço fixo anual. A crespa varia conforme a estação, agora sai por R$ 1,50 a unidade e o espinafre a R$ 3. 

“O verão foi muito chuvoso. A tendência agora com a seca é que tenha queda do preço das hortaliças a partir de junho. O feirante sempre vendeu mais caro que o produtor e reclama durante o ano todo, quando mais barato está mais eles querem comprar por ‘centavos’. Como eles cobram mais caro, ficam no prejuízo porque o consumidor não quer comprar”, comentou.

O produtor Caio Pelegrini de Amâncio está plantando repolho e couve-flor, hortaliças para refogado. Segundo ele, os preços ainda não baixaram devido a lei da oferta e demanda.

“Quanto mais difícil é para produzir menos mercadoria tem. Agora está mais fácil produzir porque o clima está ajudando, daqui um mês a tendência é queda”, confirma.

Sindicato Rural

De acordo com o presidente do sindicato, Ricardo Sato Suchiya, outono é o período mais propício para culturas de hortaliças devido a redução do índice pluviométrico. “Com temperaturas mais amenas e menos chuvas, a produção deve entrar na normalidade. Onde a oferta e a demanda também se equilibra”, comentou. 

A expectativa do sindicato é que se a economia estiver estável vai resultar em queda de preços em função da estabilidade de produção e demanda equilibradas. "Porém com altos custos decorrentes de insumos agrícolas a tendência no primeiro momento é ter uma queda de preço e manter se estável. Mas os preços não superam o de anos anteriores e esta queda de preços não deve ser substancial até a nível de estabilidade”, explicou. 
 

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