O Alto Tietê está em estado de alerta para surgimento de casos da febre maculosa após a Secretaria de Saúde de Campinas confirmar mortes pela doença nesta quinta-feira (15). A região tem dez casos suspeitos da doença. Eram nove em Guararema, onde três já foram descartados. E Santa Isabel aguarda o resultado de quatro casos.
As cidades reforçam monitoramento e as ações de prevenção.
No Alto Tietê no período de 11 anos, 2012-2023, apenas Mogi das Cruzes teve registro confirmado da doença em 2012. Suzano informou que não registrou casos da doenças neste período. As demais cidades não apresentaram casos suspeitos da doença pelo motivo da presença do carrapato estrela não ser característica da região.
O setor de Controle de Zoonoses, das cidades do Alto Tietê, dedetiza áreas públicas quando é identificada infestação de carrapatos de qualquer espécie. Para os munícipes que foram picados por qualquer carrapato, a orientação é remover o parasita do corpo, colocar no álcool para eliminá-lo e evitar que o mesmo pique outras pessoas ou animais. Em seguida, lavar bem o local com algum antisséptico (álcool) e higienizar as mãos.
O parasita pode ocasionar a febre maculosa, também conhecida como doença do carrapato, é uma infecção febril de gravidade variável, com elevada taxa de letalidade.
Os sintomas podem aparecer até 15 dias depois em contato com o parasita, os sintomas são: febre alta, dor de cabeça e no corpo, perda de apetite, fraqueza, náuseas e vômitos.
A orientação é procurar imediatamente atendimento médico, pois o tratamento precoce evita as complicações da doença.
Na rede pública suzanense as opções são o Pronto-Socorro (PS) Municipal, o Pronto Atendimento (PA) de Palmeiras e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Revista. Importante: se a pessoa esteve em uma área endêmica (como a região de Campinas, neste momento), é imprescindível informar o médico a respeito.
Segundo a secretaria de Saúde de Poá, os municípios devem procurar atendimento em uma UBS mais próxima e informar o médico, se esteve em alguma região com incidência de casos. O tratamento da febre maculosa é feito com antibiótico específico e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
Mogi informou que diante dos casos em Campinas serão intensificadas ações de monitoramento da circulação da bactéria nas populações de carrapatos da cidade. Desde 2005, o Centro de Controle de Zoonoses mantém um programa de monitoramento para a Febre Maculosa Brasileira por meio de estudos investigativos e mapeamento de risco em espaços públicos.
“O Parque Centenário, por exemplo, com coletas periódicas de carrapatos para análise da circulação da bactéria causadora da Febre Maculosa. Até o momento, não foi detectada a presença da bactéria na população de carrapatos de nenhum espaço público”.
O Centro de Controle de Zoonoses de Itaquá (CCZ) está acompanhando o cenário com atenção e em caso de suspeita, o recomendado é procurar os serviços de urgência e emergência.
Ferraz diz que os agentes de saúde estão orientando os moradores das ações preventivas, mas não há ação específica “uma vez que a cidade não tem problema com infestações de carrapatos no município”.