As cidades do Alto Tietê não fazem a coleta seletiva de nem metade do lixo produzido em seu território, de acordo com Roberto Rocha, o Roberto Golfinho, presidente da Associação Nacional dos Catadores (Ancat).
Segundo as informações do presidente, as cooperativas não recebem para realizar a coleta seletiva, o que faz com que não seja possível colocar mais funcionários. “Com a prefeitura pagando pelo serviço, a eficiência do serviço aumenta. É possível colocar mais pessoas trabalhando e esse percentual aumenta”.
Golfinho explica, também, que as cooperativas são formais, mas não chegam a ser empresas. “É como se fosse uma associação. Elas têm uma parceria com a prefeitura, que pode ceder o galpão, energia elétrica. Única coisa que não tem mesmo é o pagamento pelos serviços”.
O salário visto como justo pelo presidente da Ancat é um salário mínimo para os trabalhadores. No entanto, Golfinho citou as situações de trabalho que poderiam resultar em uma remuneração maior. “O trabalho salubre, mais o salário mínimo e o INSS varia em um valor entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil por pessoa”.
Os catadores trabalham coletando os resíduos e todos os materiais recicláveis, além de educação ambiental com os moradores.
“É a abordagem com os moradores para a melhor separação dos resíduos. Mas não é só com moradores, existem palestras em escolas, algumas escolas levam os estudantes para conhecer a cooperativa”, finalizou o presidente.