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Cidades

Coleta seletiva na região chega a 30%, avalia associação de catadores

Informações são do presidente Roberto Golfinho. Percentual está aquém do ideal para os municípios

18 junho 2023 - 12h00 Por Gabriel Vicco - de Suzano
As cidades do Alto Tietê não fazem a coleta seletiva de nem metade do lixo produzido em seu território, de acordo com Roberto Rocha, o Roberto Golfinho, presidente da Associação Nacional dos Catadores (Ancat).
 
Segundo as informações do presidente, as cooperativas não recebem para realizar a coleta seletiva, o que faz com que não seja possível colocar mais funcionários. “Com a prefeitura pagando pelo serviço, a eficiência do serviço aumenta. É possível colocar mais pessoas trabalhando e esse percentual aumenta”.
 
Golfinho explica, também, que as cooperativas são formais, mas não chegam a ser empresas. “É como se fosse uma associação. Elas têm uma parceria com a prefeitura, que pode ceder o galpão, energia elétrica. Única coisa que não tem mesmo é o pagamento pelos serviços”.
 
O salário visto como justo pelo presidente da Ancat é um salário mínimo para os trabalhadores. No entanto, Golfinho citou as situações de trabalho que poderiam resultar em uma remuneração maior. “O trabalho salubre, mais o salário mínimo e o INSS varia em um valor entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil por pessoa”.
 
Os catadores trabalham coletando os resíduos e todos os materiais recicláveis, além de educação ambiental com os moradores. 
 
“É a abordagem com os moradores para a melhor separação dos resíduos. Mas não é só com moradores, existem palestras em escolas, algumas escolas levam os estudantes para conhecer a cooperativa”, finalizou o presidente.

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