Um projeto para a construção de casas populares para substituir barracos de madeira na Favela ou Comunidade do Monte Cristo, entre a Rua Sete de Setembro e a Avenida Brasil, está em andamento, em Suzano. A proposta é em parceria entre a Prefeitura e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação.
Um cadastro elaborado pela administração municipal, tanto físico quanto social, para o controle da área aponta que atualmente existem aproximadamente 85 famílias - que são atendidas pelas secretarias municipais. No entanto, conforme o DS apurou, esse número pode ser maior. Segundo a Prefeitura, “os projetos para o local estão em desenvolvimento para que sejam implantados o mais breve possível”.
O local é um assentamento ‘precarizado’. Conta com muitas vielas. Não tem esgoto, o acesso à água é difícil e as habitações são de madeira. Moradores apontam também a existência de roedores e lixo espalhado pelo local.
Há exatamente um ano, a Prefeitura de Suzano e o governo do Estado iniciaram tratativas que poderão garantir soluções de novas moradias para as famílias. Na ocasião, a equipe da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação foi recebida por representantes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), na sede do órgão, no centro da capital paulista. No encontro, foram apresentados aos integrantes da administração municipal o levantamento topográfico relativo ao local que poderia receber o novo projeto e a proposta para as unidades habitacionais. Nesta reunião, também foram discutidas outras soluções relacionadas à melhoria da qualidade de vida da comunidade, que contemplariam a criação de uma praça/espaço de convivência por meio do “Bairro Paulista”, um programa que sugere estratégias destinadas à ampliação de opções de áreas de lazer para as famílias, de maneira planejada e em consonância com a sustentabilidade.
Com a conclusão do cadastramento de todas as famílias, por parte da Prefeitura de Suzano, o Estado de São Paulo deverá seguir para uma nova etapa deste trabalho, que é a sondagem da área onde poderá ser implantado o projeto, com a análise do tipo de solo por meio da retirada de amostras. A partir daí, as duas partes já teriam condição de estabelecer um convênio por meio de um Termo de Adesão, que daria início às intervenções que forem definidas.