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Monitoramento

Índio Tibiriçá fará parte do Programa Muralha Paulista até março de 2027

Pontos exatos dos equipamentos ainda serão definidos; todas as regiões do Estado serão contempladas=

23 outubro 2026 - 10h14 Por Yasmin Torres com Agência SP

A rodovia Índio Tibiriçá (SP 031), que atende a cidade de Suzano, tem previsão de fazer parte do Programa Muralha Paulista até o fim do primeiro trimestre de 2027. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP), os pontos exatos de instalação dos equipamentos de monitoramento ainda serão definidos definitivamente.

O convênio entre o DER-SP e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) teve o extrato publicado nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial do Estado, após a formalização do acordo em 19 de outubro. O contrato firmou a parceria, com vigência de cinco anos, que pretende integrar informações e recursos de monitoramento das rodovias estaduais ao Programa Muralha Paulista.

Ao DS, o departamento informou que vai implantar 1,5 mil pontos de monitoramento e 1,8 câmeras inteligentes em toda a malha sob administração do DER-SP. Todas as regiões do Estado serão contempladas, incluindo rodovias como a Índio Tibiriçá (SP 031), a Dr. Manoel Hyppolito Rego (SP 055) e a Oswaldo Cruz (SP 125).

Além disso, as novas câmeras terão inteligência artificial com análise automática de imagens em tempo real, permitindo identificar veículos parados, animais e pedestres na pista, congestionamentos e sinistros, entre outras ocorrências. A previsão é que os equipamentos estejam em pleno funcionamento até março de 2027.

Sobre o programa

O programa Muralha Paulista, do Governo de São Paulo, opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real. A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.

As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.

A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores deixam de reincidir nesses tipos de crimes.