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Jornal Diário de Suzano - 30/11/2020
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Reisinger Ferreira

2,8% dos estudantes matriculados nos cursos de Mecânica, Elétrica e Usinagem em Suzano são mulheres

14 FEV 2016 - 07h01

Mulheres representam a média de 2,8% dos estudantes nos cursos de Mecânica, Elétrica e Usinagem no Senai Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho, em Suzano. Dados são da própria instituição (veja mais no quadro ao lado) e mostram que, embora em menor número, as meninas têm procurado áreas majoritariamente masculinas e podem se destacar.

Larissa Cristina, de 17 anos, é uma dessas estudantes. Cursando Técnico em Mecânica há um ano, ela diz que é a profissão que, realmente, quer seguir. "Pretendo melhorar mais ainda meu currículo de técnica. E pretendo fazer Engenharia Mecânica. É uma área que me sinto bem confortável", diz.

Por influência da família, que conta com o avô e o pai na área da manutenção, Larissa fala que foi apresentada aos cursos e achou o que mais se encaixava. Quando começou a estudar a área, ressalta que ser a única garota dentre vários meninos a assustou um pouco. "Por mais que você saiba que vão ter poucas garotas, assusta um pouco. Mas eu acredito que quando você mostra para todo mundo que tem competência, todos já começam a criar aquele respeito, aquela visão que facilita a convivência", afirma.

Entre os diversos caminhos que o mecânico segue, está o de manutenção de máquinas, cujos alunos têm aulas práticas. Larissa diz que procura sempre estar dentro de seu limite físico.

"Eu vejo se posso fazer isso, ou se aquilo não vai dar certo. Faço tudo tranquila.Às vezes sinto dificuldade, mas é só pedir uma ajudinha quando preciso de mais força. Eles ajudam tranquilamente, sem preconceitos", fala.

Nem sempre a falta de força é um empecilho para uma mulher exercer funções como a de manutenção de máquinas. O orientador de prática profissional Carlos Armando Miola afirma que isso pode ser um diferencial para a formação técnica da garota.

"As meninas vão se incorporando tecnicamente. O menino, por exemplo, a princípio, se tem uma peça que não está encaixando, ele vai lá e coloca mais força, bate mais na peça. A menina não. Por ela ser mais delicada e saber dos seus limites físicos, ela vê que a peça não está encaixando, em vez de usar a força, ela para e analisa o porquê de não estar encaixando direito. Esse é um diferencial", observa.

A atenção da mulher, comentada por Miola, somada à seriedade muito estimada em um profissional são características presentes em Caroline Alves, que tem 16 anos e cursa Usinagem. "Conheci o curso pela internet e me identifiquei".

Caroline conta que começou a frequentar o curso após conseguir bolsa como Jovem Aprendiz por meio de uma empresa. Neste esquema, a fábrica aplica uma avaliaçãoe, se o aluno for bem, ganha auxílio para estudar.

Ela ainda ressalta que, apesar de ser minoria na sala de aula, não sente que a excluam por isso. "Desde que entrei no curso não percebi nenhum tipo de preconceito. Ao contrário, eles (colegas de classe) me ajudam bastante, sem problemas com isso".

O que Caroline economiza em palavras, esbanja em familiaridade com as máquinas. O orientador pede que ela ligue um equipamento em que uma peça é moldada. Seguindo os padrões de segurança, rapidamente liga a máquina sem medo algum. O perfil de líder natural fica nítido nestes momentos. "Pretendo seguir na área e cursar Engenharia Mecânica", finaliza.

A mais nova das três estudantes entrevistadas pelo DS, Julia Soares Bento, tem 15 anos e estuda Elétrica. Embora não exija tanto do físico quanto as outras duas áreas citadas na reportagem, também tem baixo percentual de meninas. "Eu sempre quis fazer este curso. Até porque é a porta de entrada para diversas indústrias e empresas da região", comenta. "Pesquisei por Mecânica também, mas elétrica é bem mais meu estilo".

Julia conta que, a princípio, estar em uma classe predominantemente masculina a deixou receosa. "Foi muito difícil quando entrei no curso, porque havia muitos meninos. Mas com o tempo fui adquirindo o meu espaço. No começo sentia um pouco de dificuldade apenas em matemática, mas tenho excelentes professores e me dediquei bastante", ressalta.

Ela diz não sentir diferença quando busca por vagas de emprego. As empresas aceitam homens e mulheres. Ela afirma que a área não exige esforço físico e que pretende continuar. "Quero continuar na profissão", diz, e, se puder escolher, Elétrica de Comandos é a área em que quer se firmar.

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