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Jornal Diário de Suzano - 29/09/2020
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400 pessoas estão sem água desde terça-feira no Parque Cerejeiras

18 JUN 2016 - 08h01

Cerca de 50 famílias da comunidade Três Paus, no Parque Cerejeiras, estão sem o abastecimento de água desde a terça-feira. O motivo é a quebra de um caminhão-pipa que leva água para encher uma caixa d'água de cinco mil litros. Esta é a única alternativa para o uso de aproximadamente 400 pessoas. Segundo a Prefeitura, o caso é isolado, uma vez que o problema será solucionado e o abastecimento normalizado. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirmou que o local está em uma área de proteção de mananciais, o que impossibilita os trabalhos de distribuição de água ou encanamento de esgoto.

Após a caixa d'água - única alternativa da comunidade - não ter sido abastecida na terça-feira, os moradores acreditaram que o problema fosse casual, já que o caminhão iria realizar o abastecimento na última quinta-feira, o que não aconteceu deixando a população preocupada.

MORADORES

Segundo a dona de casa e moradora da Rua Ângelo Renzi, Ester Bispo dos Santos, de 45 anos, a resposta que recebeu seria mais desanimadora. "Eles me anteciparam que apenas na próxima terça-feira (21) é que seria feito o abastecimento. Estamos preocupados porque são muitas pessoas que moram aqui e ali na comunidade", lamentou.

No caso dela, a alternativa foi estocar o mínimo de água apenas para fazer comida. "Olha acredito que ando mais ou menos 30 minutos para ir dar banho nas crianças ou tomar banho. A casa da minha filha é longe", acrescentou Ester.

O problema da falta de água é prolongado há exatos 16 anos, segundo a comerciante Maria Wilma. "Quando acaba, eles vêm me pedir água para cozinhar ou beber. A própria comunidade que ajuda àqueles que mais precisam, como, por exemplo, ceder à água do poço. Tem que ser um ajudando o outro se não tudo complica".

Se por um lado existe não há meios de exigir a realização de trabalhos de distribuição de água pela área se tratar de um manancial, o outro problema é que idosos, como é o exemplo da dona de casa, Maria Madalena, de 70 anos, precisam andar alguns quilômetros para adquirir o líquido. "Quando acaba temos que nos virar. É pouco o que tem ali e é bem difícil a situação aqui", disse.

Já a atendente Marcela Aparecida de Carvalho contou que a caixa d'água é o único meio em que a comunidade tem de estocar água. "Estamos sem água já há dias. O maior medo é passarmos um tempo, até a próxima terça-feira. Bem esperamos que o abastecimento de sábado (hoje) ocorra porque se não vai ficar muito difícil", finalizou.

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