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500 pais comparecem a escola que vai passar por reorganização escolar

15 NOV 2015 - 07h01

Cerca de 500 pais e responsáveis por alunos foram ontem na Escola Estadual (EE) Manuel dos Santos Paiva, na Vila Maluf, para obter informações sobre a reorganização escolar. O número representa 70% do total de pessoas esperadas. O "Dia E" foi realizado para tirar dúvidas sobre as mudanças que acontecerão na rede estadual de ensino. A instituição é a única, no município, que passará por reestruturação no quadro de séries e de estudantes. A estimativa é de que 120 deles serão afetados.

A ação, anunciada em setembro, é da Secretaria de Estado da Educação e passará a valer a partir de 2016. A instituição será de ciclo único, atendendo apenas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Os estudantes, do 6º ao 9º ano, serão encaminhados, de acordo com endereço residencial, às escolas Professor Carlos Molteni, no Parque Maria Helena, e para a Professor Paulo Kobayashi, na Vila Maluf. A população afetada está insatisfeita com as mudanças.

Ontem, das 9 às 12 horas, o corpo docente desta e de todas as demais instituições estaduais de ensino na cidade realizou plantão para esclarecer sobre a reforma educacional. Os pais e responsáveis, muitas vezes acompanhados dos filhos e netos estudantes, eram recepcionados por professores nas respectivas salas de aula.

A dirigente regional de Ensino, Vera Lúcia Miranda, também permaneceu de plantão ontem na sede da diretoria. Ela disse que pais, responsáveis e alunos não precisam temer quanto à possível queda no rendimento escolar em virtude das mudanças. Porém, destacou sobre a necessidade de todos se envolverem com a comunidade escolar. "Eu acho que os pais têm que tem que conhecer as escolas, conhecer os professores, participar efetivamente para saber a realidade dos fatos e não se atentar a boatos".

Vanessa Aparecida Claro, de 33 anos, tem duas filhas, de 9 e 11 anos, estudando atualmente no local. Porém, em 2016, elas precisarão ser transferidas. "Eu não fiquei satisfeita, porque a escola aqui é muito boa. Elas já estudaram em outras escolas e quando vieram para cá sentiram a diferença. Eu temo que o ensino delas seja prejudicado", destacou.

Quem também está reclamando da mudança é o estudante Kaiky Willian dos Santos, de 11 anos. Segundo a avó dele, Deolinda de Jesus dos Santos, de 64 anos, o menino já avisou os pais que "se mudar de escola, para de estudar". "Ele vai para a (escola) Carlos Molteni. Só que ele não quer ir para lá, porque o pessoal comenta que é muita bagunça. A gente não quer isso também, porque ele é um menino estudioso. Ele quer ir para a Paulo Kobayashi. Falei com o pessoal e me disseram que teremos que fazer a matrícula dele na Carlos Molteni para 2016 e quando ele estiver lá, poderemos tentar uma transferência para a Kobayashi. Não queríamos isso, mas agora é o jeito".

Apesar do Dia "E" ontem, os pais ou responsáveis dos estudantes afetados pela reorganização escolar ainda podem tirar dúvidas nas unidades e na Diretoria Regional de Ensino (DRE).

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