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Jornal Diário de Suzano - 22/09/2020
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90 famílias do Conjunto Santa Cecília invadem área no Rio Abaixo

13 SET 2016 - 08h00

Cerca de 90 famílias ocupantes do Conjunto Habitacional Santa Cecília invadiram um terreno público na Rua Doutor Libonati, localizada no bairro Rio Abaixo. A ocupação na área de aproximadamente 10 mil metros quadrados começou por volta das 15 horas do último sábado.

O motivo da invasão é que eles estão preocupados com uma possível reintegração de posse do local, que estava programada para o dia 30 do mês passado. Sem terem para onde ir, o grupo resolveu se estabelecer na área manancial.

Por conta desse problema, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada, mas não conseguiu conter os ocupantes. Ontem de manhã, com a presença de uma viatura da GCM e uma da Polícia Militar (PM), funcionários da Secretaria de Assuntos Urbanos chegaram ao local e notificaram as famílias. Elas foram avisadas para sair do terreno e comparecerem ao setor de Habitação para que um cadastro seja efetuado. Após isso, será feita uma análise de que tipo de atendimento poderá ser feito.

De acordo com a auxiliar técnica da pasta Elisangela dos Santos, os ocupantes devem sair da área o mais rápido possível, já que o terreno é manancial e gera riscos à população. "Já notificamos e vamos aguardar a decisão deles. Além de invadirem uma área pública, ela também é de manancial, a qual não pode ser desmatada e que pode trazer problemas a todos os ocupantes", afirmou.

Mesmo mediante as notificações, os ocupantes não confirmaram que vão sair do local. O porta-voz do grupo Claudemir Nascimento, falou que não sairão até que o Executivo disponibilize moradias para eles.

"O nosso desejo é ter um lugar digno para morar. Queremos chegar do trabalho e deitar com a consciência que estamos bem. O Executivo tem que entrar em algum acordo com nós. Só assim sairemos. Caso contrário vamos nos manter aqui, já que temos crianças também e não podem ficar sem um lar", explicou.

O autônomo Rodrigo de Azevedo disse que não tem condições para pagar um aluguel e que também está lutando por uma moradia.

"Estamos enfrentando tudo isso porque queremos uma terra para morar. Não temos condições financeiras para pagar aluguéis, então só nos resta essa atitude", lamentou.

A dona de casa Gislaine dos Santos ressaltou a real necessidade de terem invadido o local. "Não temos para onde ir e precisamos pelo menos de algum lugar para morar. Falaram que vão nos tirar daqui, mas isso não pode acontecer, pois tenho filhos pequenos e tenho que cuidar deles".

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