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Jornal Diário de Suzano - 22/09/2020
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Agricultores perdem 50% da produção

09 JUN 2016 - 08h01

As chuvas constantes que atingem Suzano há quase duas semanas tem provocado a perda da plantação de hortaliças e verduras das chácaras do município. Em alguns lugares as perdas da produção já alcançaram os 50%. Muitos produtores estão há três semanas sem conseguir plantar, outros trabalham apenas na colheita para salvar as plantas que não foram prejudicadas. Os estragos impactarão também no bolso do consumidor. A alface, hortaliça mais sensível ao tempo úmido, é o produto que deverá pesar mais no bolso dos clientes nas próximas semanas.

De acordo com o agricultor Natalino Araki, da Estrada dos Fernandes, metade de sua plantação é de produtos para saladas como alface, rúcula e rabanete. "Mesmo o repolho e o brócolis tem sido prejudicados. O prejuízo é geral, mas os produtos para salada são os que mais sofrem, a alface fica preta e o rabanete mole", detalha.

A chuva em conjunto com o frio não deixa a planta se desenvolver. Araki conta que ele tenta salvar o que resta da plantação, o que se aproxima dos 40% de toda colheita. "De cada lote plantado só consigo colher cinco. As perdas chegam aos 50%. Isso influenciará no valor final para o consumidor, mas no meu caso tenho prejuízo até na venda da caixa, precisei reduzir o valor pela metade".

O produtor atenta que não esperava esse volume de chuvas e completa que faz duas semanas que não planta nada, no entanto, alguns vizinhos estão há mais tempo sem poder trabalhar a terra. O prejuízo, segundo ele, será grande e pode levar até um ano para se recuperar. Na Chácara Mea, o produtor Guerino Ramalho, diz que a situação é semelhante.

"Faz uma semana que não posso plantar, caso pare de chover posso voltar ao trabalho em três dias. Tenho conhecidos que devem ficar parados por um mês", relata. "Quem não tem o terreno bem drenado padece mais".

Ramalho teve perda de 40% da produção de alface. Antes ele colhia dez caixas da hortaliça, agora consegue apenas seis. Contudo, o fim das chuvas não é sinal de boa notícia. "Se abrir um sol muito forte perdemos tudo o que resta. Ainda não contabilizei o prejuízo, mas ele será grande".

O também agricultor, Otávio Murayama, do Tijuco Preto, passa pela mesma situação. "Consegui salvar alguma coisa, mas a qualidade não é a mesma. Agora não dá para plantar, está muito difícil mexer na terra. Só podemos colher o que resta e esperar. Não planto alface, a hortaliça mais prejudicada, mesmo assim não está fácil, até o feirante sofre, já que com a chuva diminui a ida dos clientes às feiras", comenta.

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