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Jornal Diário de Suzano - 02/12/2020
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ERICA ROMÃO
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Ajudar o próximo e contribuições são incentivos para profissionais

24 DEZ 2015 - 07h01

A sensação de dever cumprido e cooperação com o desenvolvimento da sociedade são alguns dos sentimentos daqueles que trabalham durante as festas de Natal e Ano Novo. As pessoas que atuam em hospitais, postos de gasolina, indústrias e rodovias, por exemplo, já escolhem as profissões preparadas para abrir mão de algumas regalias, como as folgas de feriados e datas comemorativas. O que para alguns seria um grande desafio, para outros se torna gratificação.

Bater o cartão de ponto às 6 horas, do dia 25 de dezembro, já se tornou uma tarefa comum para o operador de guincho leve, Édson Filho de Paula, 38 anos. Há um ano e oito meses no Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21), ele já atuou em outras concessionárias e foi durante uma passagem de ano que teve certeza da importância da profissão que exerce.

"Fui chamado para atender uma família que seguia para o litoral. Eles iam assistir a queima de fogos. Porém, o carro sofreu uma pane e a viagem foi ameaçada. No final conseguimos resolver o problema do veículo e eles seguiram viagem. Neste dia me senti muito feliz. Pude contribuir com o planejamento desta família", revela.

O operador comenta que a esposa trabalha em hospital e por isso, eles já se acostumaram a não celebrar o Natal e Réveillon. Para ele, as datas são importantes, mas possuem outro valor, isto é, uma oportunidade para ajudar aqueles que viajam para encontrar parentes e amigos.

O operador de fábrica dois, de uma indústria de papel, Édson Lopes, de 52 anos, também já se acostumou a passar as datas longe dos familiares. Ele conta que atua na área há 28 anos e durante o período abriu mão de festejar o Natal com os parentes. "Fica mais difícil viajar, em apenas uma ocasião estive em casa. Neste ano, por exemplo, estou na escala cinco por quatro e conseguirei passar a noite de Natal com a família", detalha.

Mas nem sempre foi assim, há mais de 10 anos que Lopes trabalha durante as festas e para não passar em branco, os colegas de trabalho se reúnem a meia-noite. "Mas é tudo muito rápido, a produção não pode parar e temos que ficar de olho nas máquinas", explica. O operador acrescenta ainda que a família já se acostumou com a situação e se programa, de acordo com a escala.

Na casa do engenheiro químico e de segurança, José Roberto Barone, de 51 anos, é semelhante e para suprir a ausência ele planeja, para outras datas, férias em família. "Dentro da empresa temos ciclos de folga, então em algumas ocasiões trabalhamos aos finais de semana e outras não. Por fim acabamos nos programando em prol do trabalho", completa.

Barone frisa que neste ano estará em casa durante as festas, mas como atua no turno rotativo já passou as celebrações com os colegas de trabalho. "Costumo dizer que temos que fazer bons amigos no trabalho, pois passamos muito tempo juntos. Nestas datas fazemos pequenas confraternizações".

Em um posto de gasolina 24 horas, na Avenida Francisco Marengo, os funcionários se revezam para passar uma das datas com a família. No último ano, o caixa Fábio Ribeiro, ganhou uma folga no Ano Novo, em 2015, ele passará o Natal com a família. "Todos os anos nos revezamos. Estou na empresa há 15 anos e já me acostumei a trabalhar durante as festas, às vezes a família reclama, pois não viajamos, mas no final todos ficam felizes", diz. (P.Q.)

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