Envie seu vídeo(11) 97569-1373
segunda 28 de setembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
Pmmc Sarampo
ÚNICCO POÁ
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO
PMMC COVID SAÚDE

Aldeia indígena de Suzano adota medidas de combate ao Aedes Aegypti

13 MAR 2016 - 08h01

Com objetivo de manter o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya longe dos frequentadores da aldeia Lobo Velho, em Suzano, os índios karibókas adotaram medidas preventivas para combater o vetor. Até o momento, a tribo não registrou casos suspeitos das doenças. Ações como troca de água dos animais, esvaziamento de reservatórios e limpeza de plantas foram aplicadas antes do início da proliferação do mosquito.

Segundo Ilda Lopes Ortiz (Kunan Juraci), esposa do pajé Ary Luiz Tucunduva de Faria, a comunidade adotou cuidados especiais. "Colocamos areia nos vasos das plantas e as que não estão em vasos recebem limpeza constante. As águas dos animais (cachorros e pássaros) são trocadas diariamente e no rio - que está praticamente seco - ligamos uma bomba para não deixar à água parada", explica.

Ilda acrescenta que esses cuidados são necessários para evitar a chegada do mosquito à tribo. Ela destaca que a comunidade recebe a visita de muitos índios e cada um precisa fazer a sua parte. "Na cidade os focos são maiores. Como estamos distantes e tomamos cuidado conseguimos prevenir a proliferação do mosquito", completa.

A visitação de outros índios a aldeia Lobo Velho é rotativa. Em média, cada temporada recebe até 20 visitantes. Hoje a área passa por obras para acomodar mais hóspedes e mesmo com diversos trabalhos em andamento, os responsáveis pelo espaço não baixam a "guarda". De acordo com responsável pela organização da aldeia, Alessandro Tavares, o trabalho é constante.

"Faço a troca da água todos os dias. Sou responsável pela limpeza do espaço e cuidados com as plantas. O trabalho nunca cessa, mas não tivemos nem suspeita de alguma destas doenças. Estamos distantes dos vizinhos, então se fazemos a nossa parte não damos margem para a proliferação do mosquito", frisa.

ORIENTAÇÃO

Na bacia do rio Xingu, no Pará, o povo Kayapó, com mais de 15 mil indígenas, foi orientado sobre o combate ao Aedes.

A ação de conscientização foi promovida pelo Ministério de Minas e Energia com apoio de entidades e empresas do setor energético-mineral. A ação contou com distribuição de material informativo do Ministério da Saúde. Em Suzano, a tribo Karibóka tem se atentado as orientações e confirmam que a prevenção ainda é o melhor combate ao mosquito.

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias