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Alto Tietê perde quase 5 mil jovens eleitores em quatro anos

Adolescentes com 16 e 17 anos representam 0,5% do eleitorado regional

Por Marília Campos - de Suzano12 AGO 2018 - 00h01
Jovem eleitorado da região reduziu quase meio por cento nos últimos quatro anosFoto: Arquivo/DS
O jovem eleitorado da região reduziu quase meio por cento nos últimos quatro anos. Em 2014, 11,2 mil adolescentes com idades entre 16 e 17 anos estavam aptos a votar nas eleições gerais. Neste ano, apenas 6,3 mil eleitores nesta faixa etária demonstraram interesse em participar das votações, por meio do título de eleitor. No Brasil, o voto é obrigatório somente a partir dos 18 anos. Embora o eleitorado geral do Alto Tietê tenha crescido 5,8%, a diferença de 4.923 jovens a menos ilustra o desinteresse e descrédito deste público pela política nacional.
 
Nas eleições 2018, o voto facultativo dos adolescentes representa 0,5% do eleitorado regional. Há quatro anos, este público tinha representatividade de pelo menos 1% nas decisões. Para o mestre em Direito Político e Econômico e especialista em Ciências Sociais, Olavo Câmara, os maus exemplos na política desestimulam a participação dos jovens e da população de modo geral. "Há um desinteresse muito alto, o que é lamentável. A participação jovem é o que poderia vir a renovar o cenário, mas os maus exemplos soam muito forte em cima".
 
Olavo ainda aponta que o excesso de partidos políticos, sem posicionamentos bem delimitados, tende a acentuar a desorientação do povo. "São 35 partidos, todos iguais. Nenhum deles tem propostas definidas ou dá informação aos jovens", opina. Outra questão a afastar a participação consciente é o voto por candidato, e não por partido. "No Brasil, as pessoas votam em candidatos, diferente do que acontece nos Estados Unidos, por exemplo, onde o partido é determinante para as escolhas. Nossa política é muito frágil. A fragilidade dos partidos reflete no eleitorado". 
 
O especialista diz que pelo menos 90% do eleitorado brasileiro são movidos por interesse. "É o eleitor que troca votos por benefícios". Os outros 10%, indica Olavo, são divididos entre votos de confiança e votos de afinidade, sendo que o primeiro é aquele eleitor exigente que realmente busca conhecer a vida do candidato e as propostas do partido, enquanto os votos por afinidade representam aquele eleitor pouco seletivo, que aposta em um candidato apenas por simpatia à imagem. 
 
De acordo com Câmara, a queda do voto obrigatório no país pode ser uma alternativa para a mudança na política brasileira, inclusive como forma de conscientizar os eleitores e chamar de volta o interesse na tomada de decisões. "Vota quem quer". A segunda e importante medida apontada pelo especialista é a adoção de cursos de política nas entidades de ensino. "Não é só votar, tem que saber como funciona o Estado, a União e o município". 

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