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Após rompimento de coletor de esgoto da Sabesp, Cetesb fará análise de ‘mancha avermelhada’ em rio em Palmeiras

Por Thiago Caetano - de Suzano01 AGO 2021 - 21h00
Coloração avermelhada foi descoberta no Rio Taiaçupeba-Mirim, em Suzano, e tem causado incômodo para moradores do Parque Buenos AiresFoto: Regiane Bento/DS
A coloração avermelhada do Rio Taiaçupeba-Mirim, em Suzano, tem causado incômodo para moradores do Parque Buenos Aires, no Distrito de Palmeiras. A suspeita dos moradores é que o vazamento seja de um frigorífico, localizado ao lado do rio em outro bairro.
 
De acordo com os moradores, o problema causa um forte odor no local. O DS visitou o bairro na manhã de quarta-feira (28) e, por conta da chuva, não constatou a presença de resíduos na água. No entanto, moradores encaminharam fotos onde mostra a água completamente avermelhada.
 
Uma das moradoras é Tânia Regina. Segundo ela, o problema começa após às 10 horas e se estende até o fim da tarde e acontece desde o dia 19 de julho. “Fica um cheiro insuportável. Me sinto um chiqueiro. Às vezes até vejo pedaços de carne na água”, conta a moradora.
 
Para ela, os resíduos são do frigorífico. “Não tem outro lugar. É sangue de carne e ele fica ao lado do rio”.
 
Tânia garante ter acionado a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Dois representantes da empresa foram ao local. De acordo com ela, a resposta foi que não havia nada de anormal na água. “Eles chegaram tarde. Falaram que poderia ser problema no esgoto, mas ele é canalizado. Às 10 horas, ninguém consegue ficar aqui”, relata.
 
O aposentado Antônio Saturino da Silva pede providência e afirma ter notado presença de urubus no local. “Isso não é normal. É um crime. Precisa ser feito alguma coisa. No sábado estava cheio de urubu. Ninguém aguenta mais”, criticou.
A princípio, o jovem Douglas Nascimento, de 23 anos, não sabia do que se tratava. “Ao meu ver era qualquer coisa. Nem lembrei de outra situação. Aí começou a descer uma água vermelha com um cheiro horrível. Tinha urubu pegando carne. Está bem complicado”.
 
Frigorífico
 
Procurado, o frigorífico se defendeu. De acordo com Vitor Portela, que atua no departamento jurídico da empresa, os resíduos não são jogados no rio. Segundo ele, são despejados em uma rede de esgoto, criada pela própria empresa e doada para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). “Não jogamos no rio. Pagamos conta todo mês. Fizemos essa rede e doamos para a Sabesp. Os resíduos são despejados nesta rede. Antes disso, a mesma enviava caminhões e retirava os resíduos. Hoje tem essa rede de esgoto”, afirma.
 
A rede conta com dois canos de proteção e os resíduos passam por um deles. Caso um deles apresente problema, automaticamente, o outro passa a ser utilizado. Sendo assim, a manutenção seria de responsabilidade da Sabesp. “São dois canos de proteção para não haver esse risco. O sistema é seguro. Temos autorização da Sabesp e documentos comprovando isso. Trabalhamos da maneira correta e sabemos do problema que pode ocasionar”, finalizou. 
 
A Sabesp realizou uma vistoria no local e constatou que um coletor de esgoto está danificado. O coletor fica às margens do rio. De acordo com a companhia, os reparos serão feitos nesta semana. A precisão é que a conclusão ocorra até a próxima semana, devido à complexidade do serviço. Em relação a cor da água, a Sabesp fará uma inspeção para analisar qual o tipo de efluente está sendo lançado na rede coletora.
 
Cetesb
 
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) realizou vistoria nas águas do Rio Taiaçupeba Mirim, nas proximidades da Rua Benedito Antônio de Oliveira, em Suzano, no dia 21/07, e não encontrou nenhuma irregularidade naquele momento. 
 
Após essa data, novas fiscalizações foram feitas, inclusive no empreendimento citado, seguindo sem anormalidade.
A Cetesb continuará vistoriando a região para identificar o responsável pela poluição e se for constatado lançamento irregular serão aplicadas as sanções previstas pela legislação ambiental.

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