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Jornal Diário de Suzano - 15/06/2019
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Suzano

Baixo movimento fecha 25 lojas do comércio no Parque Maria Helena

Cerca de 25 estabelecimentos estão com as portas fechadas; lojistas atribuem baixo movimento à retirada da passarela da CPTM

Por Aline Moreira - de Suzano11 JAN 2019 - 00h04
Via está à mercê da sorte. Lojistas fecharam as portasFoto: Sabrina Silva/Divulgação
Os poucos comerciantes que trabalham nos pontos comerciais da Rua Benedito Gonçalves Pereira, no Parque Maria Helena, estão à mercê da sorte. Isso porque, de acordo os lojistas, o local passou de comércio bem sucedido e movimentado para rua deserta e abandonada após a demolição definitiva da passarela de acesso que ligava os dois lados da cidade. 
 
Atualmente, cerca de 25 pontos comerciais estão fechados; na frente, placas de aluga-se ou vende-se podem ser notadas assim como a pichação nos muros e portas e marcas de vandalismo. Somente 5 lojas tentam sobreviver em meio ao problema. 
 

 
"Aqui era muito movimentado, vendia de tudo nessas lojas. O comércio era muito forte por aqui", relembra o comerciante Aparecido de Oliveira, de 59 anos, que possui uma pequena loja de peças no começo da rua.
 
Oliveira está no local há 35 anos e conta que há três anos a região começou a perder a clientela. "Fizeram a nova estação e mantiveram a passarela, então tínhamos clientes. Mas depois ela foi desativada de vez, as pessoas pararam de passar por aqui e a ficamos esquecidos. Só sobrevivo aqui porque o prédio é meu e porque tenho clientes fiéis que ainda compram comigo, não posso mais depender de novos clientes", explica. 
 
Além de Oliveira, o cabeleireiro Caio César, de 25 anos, continua no local. César acredita que, se outra passarela fosse construída no mesmo local da antiga, os clientes iriam voltar. "O problema é que a nova passarela ficou muito longe e ninguém quer andar até aqui. Quando a passarela antiga foi demolida, não demorou muito para que os comerciantes fossem embora, ninguém quer ficar em um local que não tem movimento", conta. 
 
Outro problema que foi determinante para a saída dos lojistas foi a falta de segurança do local.
O comerciante Pedro Rodrigues, de 58 anos diz que ronda policial no local é quase nula e que, desde o fechamento das lojas, usuários de drogas passaram a frequentar a área. "É arriscado ficar aberto até tarde. Quando é 18h temos que fechar e ir embora, se não, corremos o risco de perder o pouco que ganhamos durante o dia". 

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