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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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Bancos revezam atendimento e greve não tem previsão de término

21 SET 2016 - 08h00

Para tentar amenizar o impacto à população, o Sindicato dos Bancários autorizou o funcionamento parcial dos bancos com revezamento entre os municípios do Alto Tietê. Na segunda feira, as agências de Mogi das Cruzes realizaram atendimentos e ontem foi a vez dos bancos de Poá e Suzano, o que gerou filas nas unidades. Hoje, segundo o sindicato, Mogi volta a realizar o atendimento. Ainda não há previsão para o fim da greve.

A paralisação teve início no dia 6 de setembro e já completa 15 dias sem o atendimento regular à população. Para negociar, o sindicato participou de uma reunião com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), no último dia 13 de setembro. A proposta oferecida foi um reajuste de 7%, rejeitada pelos representantes da categoria.

"A greve continua. Não tem nova negociação marcada", afirmou o presidente do sindicato, Francisco Candido. Ele explicou que a entidade optou por autorizar as agências a realizarem o atendimento alternado para ajudar a população. "Demos uma aliviada, alternando, um dia para Suzano, outro para Mogi. A gente não quer dificultar a vida das pessoas. A greve é contra os banqueiros e não (contra) a população", contou.

Candido não anunciou como ficará alternado o atendimento entre os municípios nos próximos dias. A única afirmação é de que hoje, Mogi das Cruzes estará autorizada a atender. Contudo, os bancos realizam atendimentos parciais, dando prioridade a pessoas com acesso preferencial, como idosos. As agências públicas, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, não devem abrir as portas.

De acordo com o Sindicato dos Bancários, a categoria reivindica reajuste salarial de 14,64%, incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real. Além disso, os bancários também reivindicam participação dos lucros equivalente à três salários mínimos, de R$ 8.317,90, piso de R$ 3.940,24, aumento no vale-alimentação, refeição, 13º, cesta e auxílio creche de R$ 880 ao mês. Melhores condições de trabalho e o fim das metas abusivas também são discutidos.

SUZANO

As agências de Suzano estiveram cheias durante o dia de ontem. Isso porque a população aproveitou o funcionamento parcial para tentar resolver suas necessidades bancárias. Em frente ao Itaú, o morador Samuel Rodrigues Souza, de 40 anos, aguardava na fila que se prolongava na frente da unidade. "Fiquei sabendo que estaria funcionando e vim tentar ser atendido. Ainda não sei se vou resolver", comentou.

Roni Gomes da Silva, de 20 anos, contou que não teve sucesso em seu banco. "Eu tentei pagar um boleto que está atrasado, mas não consegui. Vou ter que pagar os juros até saírem da greve. Achei desnecessária", comentou. O mesmo tem passado a moradora Claudete Rocha dos Santos, de 46 anos. "Preciso ver questões do meu Fundo de Garantia e não consigo, assim também não consigo o seguro desemprego. Isso prejudica a gente".

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