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Jornal Diário de Suzano - 21/09/2019
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Bispo conclama fiéis a rezarem e critica ministro do Meio Ambiente

Dom Pedro Luiz Stringhini fez críticas aos políticos do país e comentou temas da atualidade

Por Fernando Barreto - de Suzano01 SET 2019 - 14h12
Bispo diocesano, além das declarações sobre a Amazônia e o atual governo, falou sobre armamento, movimentos sociais, campanha da fraternidade e justiçaFoto: Sabrina Silva/DS
O bispo da diocese de Mogi das Cruzes, Dom Pedro Luiz Stringhini, fez duras críticas ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.  Ele também conclamou, em carta divulgada na sexta-feira (23), católicos, paróquias e capelas a rezarem pela atual situação da Amazônia, que considera caótica. Stringhini fez esses depoimentos durante o programa DS Entrevista. 
 
O bispo diocesano, além das declarações sobre a Amazônia e o atual governo, falou sobre armamento, movimentos sociais, campanha da fraternidade e justiça. Stringhini apresentou convicção sobre aquilo que defendia. Quando comentou sobre o ministro Ricardo Salles ele afirmou. "Como temos um ministro do Meio Ambiente, que é contra o meio ambiente? Anti meio ambiente!". 
 
Stringhini disse que não consegue entender alguém que é chamado para defender o meio ambiente, mas é contra órgãos que o protegem, como o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente). 
 
"As questões das queimadas já existiam antes, mas agora passou dos limites. Não era aceitável antes e não é aceitável, principalmente, agora", disse o bispo. 
 
Como forma de protesto ele escreveu uma carta convocando todas as paróquias, capelas e católicos a rezarem pela Amazônia. 
 
A ideia surgiu, pois segundo Stringhini a luta pela preservação ambiental é bíblica. "A luta pela vida, pela natureza está na bíblia. O profeta Isaías diz que Deus criou uma Terra habitável, onde tudo era bom". 
Ele completa afirmando que o que temos feito é o contrário disso. "O que nós temos feito? Colocamos fogo, incendiamos as florestas. Assim como Nero (imperador Romano entre os anos 54 e 68), que incendiou Roma (não há confirmação de que ele tenha feito isso)". 
 
França
 
Na segunda-feira (26), a França, um dos países que compõe o bloco econômico G7, anunciou que repassaria verba ao Brasil, a fim de ajudar na contenção das queimadas. O anúncio foi feito pelo presidente do país, Emmanuel Macron. 
 
Sobre isso, Bolsonaro e o governo dele criticaram, alegando interesses além da vontade em ajudar.
Sobre o assunto o bispo Stringhini afirmou que a ajuda é bem-vinda, e lamenta as opiniões dadas pelo ministro Ricardo Salles sobre isso.
 
"Como assim quem está de fora não pode ajudar? O ar é de todos, a vida é de todos! Mostra que o mundo está preocupado e quer ajudar. Agora você tem um ministro que diz: eu vou aceitar, mas. Não tem 'mas'", comentou Stringhini.
 
Campanha da Fraternidade
 
Para Dom Pedro Luiz Stringhini, a Campanha da Fraternidade (CF) tem grande relevância na conscientização das pessoas. Ele lembra que ela sempre abordou temas ecológicos e reforça que a igreja católica tem a sua "pastoral da ecologia".
 
"Como a igreja pode se omitir? Sempre falamos disso, independente do momento que estamos. A igreja católica tem a sua pastoral da ecologia, e a Campanha da Fraternidade sempre aborda assuntos sobre meio ambiente", explicou Stringhini.
 
Ainda sobre a CF, ele comentou sobre o tema desse ano, que trata de políticas públicas e fraternidade. A CF se baseou em passagem bíblica do livro de Isaías, onde diz: "Serás libertado pelo direito e pela justiça".
 
"O conceito de Justiça é abrangente, mas se tratando de justiça social, o que queremos é que todos vivam dignamente. Temos milhões de desempregados, moradores de rua. Os governos devem ser os primeiros a ajudar. Os profetas dizem: justiça para com os mais pobres". 
 
Ainda sobre dignidade, Stringhini lembra os movimentos sociais, e clama pela volta deles. 
"Por todas essas injustiças é que existem os movimentos sociais. Atualmente eles estão muito ofuscados, mas é necessária a retomada deles no momento atual que estamos". Ele ainda completa. "Manifestação pacífica é coisa boa".
 
Armas
 
Stringhini disse ser contra a legalização do armamento. Ele ironiza, dizendo que se precisar usar, está perdido. "Nunca usei e nunca vou usar".
 
Além disso, ele confirma que proteção e segurança são obrigações do Estado. "O cidadão não tem que se defender, ele precisa ser defendido".

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