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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
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Caixa aguarda decisão da Justiça para desocupar dois conjuntos habitacionais

10 MAR 2016 - 08h01

A Caixa Econômica Federal (CEF) aguardar a decisão da Justiça sobre a reintegração de posse de dois conjuntos habitacionais de Suzano. Enquanto isso, os ocupantes dos imóveis - no Jardim Nova América e no Jardim Carla - tentam argumentar ao Poder Judiciário que precisam permanecer nos locais. Um dos argumentos utilizados pela defesa será de que a obra estava parada de abandonada.

No Conjunto Jardim Nova América, em Palmeiras, por exemplo, a advogada Angela Quirino de Oliveira foi nomeada para assumir o caso. Em defesa das 280 famílias, que ocupam o empreendimento com 14 blocos, ela vai pedir que o juiz, responsável pelo caso, se sensibilize com a situação. "Quero que olhe para eles de uma forma diferenciada. O empreendimento estava abandonado antes da ocupação", defende. Os apartamentos começaram a ser ocupados em novembro.

Umas das moradoras é Karina de Souza. Ela contou que está cadastrada no Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) do governo federal desde 2009. Ela está desempregada e recebe uma pensão da filha que tem epilepsia e déficit de desenvolvimento.

As histórias dos moradores se assemelham. Moradores de Suzano, com baixa renda e sem condições de pagar um aluguel e com históricos de discriminação pela classe social.

Assim também é a história de Lourdes dos Santos. Ela tem quatro filhos, pagava aluguel no valor de R$ 450 em uma casa de três cômodos, no Jardim Varan. Ela está desempregada."Se eu sair daqui não vou conseguir pagar aluguel. Vamos para a rua ou praças", detalhou.

No Conjunto Habitacional Santa Cecília, no Jardim Carla, ocupado desde junho do ano passado, os moradores também correm contra o tempo. O caso era acompanhado por um defensor público, mas eles já nomearam um outro profissional para assumir. Eles também se organizaram para nomear um porteiro.

Duas vezes por mês, eles recebem ajuda do Banco de Alimentos de Suzano. Eles relatam que, no final do ano passado, conseguiram doações de brinquedos e roupas para as festas de fim de ano.

No local, 280 apartamentos estão ocupados. Segundo informações, todas as famílias estão cadastradas em programas habitacionais. O fornecimento de água e energia funciona de forma clandestina. No caso da energia, segundo os ocupantes, a construtora deixou um rombo de mais de R$ 20 mil. Sem condições de negociar ou pagar integralmente, a concessionária retirou o relógio.

CAIXA

Em nota a Caixa informou "que acompanha a decisão judicial favorável a desocupação dos empreendimentos e que seguirá todas as determinações da Justiça para que o processo de reintegração de posse das unidades invadidas aconteça dentro da legalidade e no menor prazo possível".

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