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Jornal Diário de Suzano - 07/07/2020

Câmara detecta uso indevido de nomes de servidores para pedido de auxílio

Dois servidores já pediram para cancelar benefício; outros teriam sido cadastrados sem saber

Por Daniel Marques - de Suzano28 JUN 2020 - 09h30
Câmara de Suzano informou que houve uso indevido de nomes de servidoresFoto: Regiane Bento/Divulgação
O presidente da Câmara de Suzano, Joaquim Rosa (PL) confirmou que dois servidores da Casa de Leis tiveram nomes usados indevidamente para receber o auxílio emergencial de R$ 600, e que ambos já pediram o cancelamento do benefício. A declaração foi dada na manhã de ontem durante vistoria técnica à Unidade de Saúde da Família da Vila Amorim.
 
Segundo o presidente, além dos dois, há outros pedidos feitos em nome de servidores da Casa, mas os familiares destas pessoas alegaram que eles “não precisavam do valor”. Nestes casos, de acordo com o parlamentar, os pedidos foram feitos por pessoas que se aproveitaram das informações de vereadores para agir de má fé.
 
“Na Câmara, também tivemos esses casos. Não é ação do servidor, mas de pessoas que se aproveitam dos CPFs e de informações, como foi o caso do (William) Bonner, que foi feito com o filho dele. Isso acontece na nossa cidade e é feito com os nomes dos servidores”, disse o presidente do Legislativo suzanense. Na última sexta-feira (26), o DS publicou matéria mostrando que 646 servidores do Alto Tietê receberam o auxílio emergencial de R$ 600 indevidamente. Destes, 211 são de Suzano. O levantamento foi feito com a Controladoria Geral da União (CGU).
 
No mesmo dia, todos os servidores da Câmara foram orientados a realizar consultas ao Cadastro de Pessoa Física (CPF). Após isso, foram descobertos os pedidos na Casa. Joaquim defendeu uma apuração sobre o caso e disse que pode até ser vítima da situação e não sabe.
 
“Tem que ser muito bem apurado, porque muitas vezes não é culpa dele (do servidor). De repente, pode ter alguma solicitação em meu nome e eu não estou sabendo”, disse o presidente.
 
Prefeitura
 
O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL) foi questionado pelo DS sobre os pagamentos indevidos do auxílio emergencial. Segundo o chefe do Executivo suzanense, os servidores receberam seus salários em dia e sem cortes. 
Ashiuchi disse ainda que a Prefeitura está disposta a tomar “todas as providências” caso receba uma demanda judiciária constatando má fé por parte de servidores. O prefeito classificou como “inaceitável” a situação.
 
“Fizemos um esforço e continuaremos fazendo, em um acordo inclusive com servidores da Câmara Municipal, de pagarmos integralmente o salário de todos. Sobre a índole, a ação de cada um, no caso de Suzano, lógico que a gente não compactua com isso. É ação individual de cada servidor, o pedido não passa pela Prefeitura. Isso é inaceitável em época de pandemia, até porque mesmo se tivéssemos cortado salários, temos que pensar que aquilo (o auxílio) é para quem necessita, para quem teve seus rendimentos quase todos cortados”, afirmou Ashiuchi.

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