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Jornal Diário de Suzano - 19/11/2018
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Cidade solicita ao 32º Batalhão apoio para policiamento na Lagoa Azul

Local foi palco de mais mortes. Dessa vez, envolvendo um pai e o filho

Por Aline Moreira - de Suzano10 NOV 2018 - 23h58
Policiamento vai tentar evitar mortes no localFoto: Sabrina Silva/Divulgação
Por conta da proximidade do verão e das férias escolares, a Prefeitura de Suzano solicitou ao 32° Batalhão de Polícia Militar Metropolitana (BPM/M), auxílio no policiamento da área do terreno conhecido como Lagoa Azul, localizado no Jardim Imperador. Mesmo com as placas proibindo a entrada, o local é bastante freqüentado, principalmente por jovens que buscam por diversão. 
 
A lagoa já foi palco de diversas mortes por afogamento. Recentemente, pai e filho morreram após a criança, de aproximadamente 9 anos, ter ido nadar mais ao fundo da lagoa e se afogado. O pai, ao ver o filho em risco, tentou salvá-lo, mas ambos não conseguiram da água. 
 
Os moradores do entorno já se mostram acostumados com os problemas que vem ocorrendo na lagoa. A comerciante Cícera Mota da Silva, de 39 anos, explica que na época de calor, o local é muito freqüentado por pessoas de fora da cidade. "Alguns até passam pelo comércio para comprar alguma coisa e levar para lá. Muitos não são daqui, nem mesmo de Suzano. Alguns me perguntam sobre a lagoa e eu oriento a não ir, explico que já houve mortes e que é perigoso entrar na água, mesmo que seja somente no raso", explica. 
 
Cícera também conta que, um dia após o ocorrido, o local já estava lotado de pessoas. "A grande maioria que freqüenta o local é jovem, tem entre 12 e 19 anos. Muitos não têm consciência do perigo que correm freqüentando o local. É triste porque enquanto não foi fechado, teremos mais mortes", conta. 
 
O DS esteve na lagoa para avaliar as medidas de segurança que, deveriam impedir a entrada de pedestres. O alambrado que cerca o local continua quebrado em alguns pontos, servindo de acesso. As placas de sinalização existem, mas não são respeitadas. 
 
O vendedor ambulante Roberto José, de 50 anos, acredita que somente o aterro daria jeito no problema. "Não adianta cercar, eles pulam o muro. Tem que jogar terra e tampar tudo isso. Eu tenho um filho pequeno e não deixo ele chegar perto da lagoa. Os moradores sabem do risco. Geralmente quem morre, não é daqui", explica. 

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