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Jornal Diário de Suzano - 28/11/2021
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Clima prejudica produção e pode aumentar preço de hortaliças

Recente geada e mudanças climáticas impactam diretamente no processo de plantio e venda

Por Matheus Cruz - de Suzano24 OUT 2021 - 12h00
Produtores rurais e o Sindicato Rural de Suzano veem as mudanças climáticas impactando no plantioFoto: Regiane Bento/DS
Os recentes aumentos no preço da gasolina, as baixas temperaturas e as geadas que ocorreram no final de julho podem refletir diretamente no preço das hortaliças nos próximos meses. A previsão é dos produtores rurais e do Sindicato Rural de Suzano, que veem as mudanças climáticas impactando diretamente no processo de plantio. “No próximo mês de novembro, poderá haver picos tímidos de preços, decorrente já dos estragos que o calor e a chuva provoca para o setor de hortaliças”, explica Ricardo Suchiya, presidente do Sindicato Rural.
 
Na avaliação do presidente da entidade, a oferta de hortaliças na roça segue abaixo como reflexo da pandemia. Consequentemente, a entrada de hortaliças produzidas no Alto Tietê na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) também está contida.
 
Para deixar a situação ainda mais delicada, ele contabiliza ainda o aumento de custo relativo ao dólar, que reflete para todos os insumos. Além dos aumentos no preço do combustível que impactam o frete e na movimentação de tratores. “Raramente os produtores deste segmento conseguem ditar o preço ou mesmo a cotação, baseado na elevação dos custos. Por exemplo, houve aumento de fertilizantes, o saco deste produto que antes da pandemia custava R$ 100,00, agora neste mês, está custando R$ 200,00, nem por isso conseguem passar o custo”, afirma Ricardo.
 
Assim como a preocupação dos recentes aumentos preocupa o setor, na área produtiva de Suzano, o momento também é de cautela entre os agricultores que dependem diretamente das condições climáticas para o cultivo de hortaliças. Segundo o produtor rural Jorge Higashi, 56, a situação é delicada, já que entre julho e agosto o setor foi prejudicado pelas geadas, passando pela falta de chuvas que chegou a secar o reservatório de água que mantém para irrigar sua produção. “Está muito complicado. Quando não é a geada que ‘queima’ as folhas, têm a seca que também dificulta a irrigação. Cheguei a perder mais de 40% do plantio de hortaliças nos últimos meses”, lamenta. Como forma de evitar ainda mais prejuízos, Higashi conta que precisou mudar a cultura de plantio e aposta na produção de abóbora e alho-poró. Antes, os produtos eram vendidos ao Ceagesp, mas com a queda na produção, agora o público alvo tem sido feirantes da região e vendedores de rua. Situação parecida na zona produtiva onde o produtor Emiliano Silva, 45, cultiva alface e repolho. Segundo ele, a previsão é de melhora nos próximos meses com a volta das chuvas. Por outro lado, o risco de granizo também preocupa.
 
“A tendência é melhorar nos próximos meses, mas também fico preocupado com os granizos que podem atingir as hortaliças”, conta. De acordo com o produtor Roberto Andrade, 60, além dos problemas com a seca, o aumento do preço do combustível tem sido um dos principais fatores para a dificuldade nas vendas.

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