Envie seu vídeo(11) 97569-1373
quinta 01 de outubro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 01/10/2020
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO
ÚNICCO POÁ
SOUZA ARAUJO

Com assaltos, moradores evitam sair à noite e comércio baixa as portas

20 DEZ 2015 - 07h01

Com medo de assaltos que estão se tornando frequentes no Jardim Varan, comerciantes fecham as portas mais cedo e moradores evitam sair à noite nas ruas. Isso porque, entre as ruas Kata Liciburg, Waldomiro Teixeira e Evangelina Santos, há estreitas vielas de acesso entre as vias. De acordo com a população, esses acessos são usados como abrigo e local de fuga para criminosos. Uma perseguição entre a polícia e um criminoso no início da semana também foi apontada pela população.

A moradora da Rua Waldomiro Teixeira, Priscila Abel, de 32 anos, que trabalha de cabeleireira em um estabelecimento ao lado de sua residência, comentou que, para atender seus clientes até mais tarde, é necessário que as portas sejam fechadas. "Eu abaixo as portas para evitar qualquer tipo de roubo", comentou. Ela, que mora ao lado de uma viela e de frente a outra, explicou que não usa esses acessos.

"Não dá. Elas não têm iluminação e as vezes a gente percebe que fica algumas pessoas lá dentro. Acredito que usuários de drogas. Usar as vielas é pedir pra ser assaltado", explicou a comerciante.

Elizabete as Silva Costa, de 65 anos, é outra moradora que teme a situação do bairro. De acordo com ela, para tentar cessar a falta de segurança do local, já entrou em contato com a Prefeitura algumas vezes. "A única coisa que não tem aqui é policiamento. Meu filho foi assaltado em frente a minha casa, perdeu dinheiro e celular. Não tem um dia que o pessoal não roube aqui", explicou. Elizabete também mora da Rua Waldomiro Teixeira. "Eu tenho que sair de casa, porque faço faculdade à noite, não tem o que fazer. Somente trancar as portas quando chego em casa", contou.

Com o mesmo medo, a dona de casa Cícera Rodrigues Ferreira, de 50 anos, moradora da Rua Evangelina Santos, contou que não sai de casa a noite. "Eu mesmo não saio de casa à noite, já que aqui é bem perigoso. Eu fico preocupada com a minha filha que trabalha até tarde e usa uma das vielas para chegar em casa", explicou. Cícera contou ainda que há três dias houve uma perseguição no bairro. "Um rapaz estava fugindo a polícia de moto. Para conseguir fugir ele entrou na viela", contou.

A Polícia Militar (PM) divulgou que o policiamento é realizado nas 24hs do dia no Jardim Varan e que no período de agosto a dezembro de 2015, não houve registro de ocorrências nestas ruas. A PM informou, ainda, que acredita que está ocorrendo o fenômeno das subnotificações de ocorrências, ou seja, os crimes estão ocorrendo, mas as vítimas não estão registrando e, em conseqüência, não são identificadas no planejamento operacional.

Contudo, a polícia informou que intensificará o policiamento na região a "fim de identificar e coibir ações delituosas", no local.

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias