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Jornal Diário de Suzano - 10/07/2020
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Com família em Suzano, jornalista conta rotina de quarentena na Itália

Marcia Braghiroli falou com o DS ontem, por meio da internet, e contou um pouco da rotina no país europeu

Por Edgar Leite - de Suzano23 MAR 2020 - 22h35
Marcinha está na Itália há 13 anos e contou ontem rotina em meio ao coronavírusFoto: Carlos Magno Rodrigues/Divulgação
Em conversa com o DS Entrevista, programa do Jornal Diário de Suzano na internet, a jornalista Marcia Braghiroli, a Marcinha, contou sua rotina de quarentena, em Turim, na Itália, onde vive há 13 anos. Ela tem família em Suzano. Trabalhou como jornalista no DS nos anos de 1990.
 
Durante entrevista, de quase meia hora e que pode ser acompanhada no portal do DS, no Canal do Youtube e no Facebook, a jornalista fez um apelo: “Fiquem em casa!”.
 
A doença, conforme lembrou, é perigosa. “Não é brincadeira. O índice de mortalidade é maior entre os idosos, mas as pessoas mais jovens também podem ficar em estado grave na UTI", disse.
 
Os italianos estão há 16 dias confinados em suas residências. O Brasil segue a mesma determinação. Os primeiros casos italianos foram notificados no dia 21 de fevereiro. São mais de 50 mil casos confirmados no país europeu com mais de 5,4 mil mortos.
 
Marcinha se transferiu para um hotel, que a família administra, com os filhos e o marido. As atividades hoteleiras foram fechadas. 
 
“Estamos 24 horas por dia em casa. Os parques públicos estão fechados. Temos de nos organizar para fazer compras. Transformamos a casa, em escola, parque de diversão e ambiente de trabalho à distância”, disse.
 
O que causou mais temor, segundo Marcinha, foi ter descoberto exames positivos de coronavírus de dois vizinhos. 
 
“No dia 7 de março foram levadas duas pessoas que moram no prédio onde moro - um pai e o filho - para o hospital. O pai, paciente de hemodiálise, faleceu. O filho, de 41 anos, ficou 15 dias na UTI, respirando por aparelhos. Essa semana ia ter alta”.
 
“Eram moradores do andar debaixo do meu. Ficamos com apreensão de ter contraído a doença. Essa doença não é teoria da conspiração. É real. É perigosa”. acrescentou.
 
A jornalista, que tem amigos enfermeiros nos hospitais, ouviu muitas reclamações de profissionais sobre a demora da chegada de máscaras, aventais e outros materiais. “Há uma situação de guerra dentro dos hospitais”.
 
No final da entrevista ela fez uma novo apelo: “Fiquem em casa. O vírus só transmite quando em contato com outra pessoa. Tenho saído bem pouco. Não tem ninguém na rua. Para fazer compras no supermercado é preciso entrar com máscara. Também há um limite do número de pessoas para fazer compras. A cidade está bem deserta”. 
 
Ela também falou quais lições o Brasil deve tomar do caso da Itália. “As pessoas têm de ficar em casa. Não tem outra coisa a fazer. A quarentena tem de ser respeitada. Aqui (Itália) começou com 5 mortos, depois dez e depois 20. O número de controles agora é muito alto. Quando a pessoa tem febre tem de ligar para o serviço de saúde. A ambulância vem pegar em casa”, disse a jornalista.

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