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Jornal Diário de Suzano - 27/03/2020
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Comerciantes preveem demissões e alto desemprego após quarentena

Com vendas interrompidas, muitos funcionários serão desligados; proprietária já pensa em fechar

Por Daniel Marques - de Suzano26 MAR 2020 - 20h55
Somente os serviços essenciais estão abertos em São PauloFoto: Regiane Bento/Divulgação
As lojas do Centro de Suzano seguem fechadas, exceto farmácias, açougues, lojas de alimentos e alguns estabelecimentos essenciais. No entanto, comerciantes que ainda estão trabalhando já entendem que muitos cortes de funcionários vão acontecer durante e, principalmente, após o estado de quarentena.
 
Isso porque grande parte dessas lojas não terá como pagar seus funcionários, uma vez que os proprietários não terão de onde tirar o dinheiro, já que estão fora de operação. Neste cenário, vários desligamentos já estão acontecendo e ainda vão acontecer.
 
É o que diz Bruno Peres, 27, dono de uma loja de suplementos no Centro. Ele conta que houve queda de 70% no movimento do local nos últimos dias e que, por conta da redução significativa do fluxo de clientes na cidade, colegas de lojas vizinhas já iniciaram corte de funcionários. 
 
"Algumas lojas que já tiveram demissão. Eles optaram por reduzir funcionários. Não sabemos até quando vai isso (a quarentena), então é mais fácil cortar agora do que ter um custo maior mais tarde", justifica.
 
Para tentar manter o comércio na atual situação, Peres está usando outros meios para atrair clientes. "Estamos fazendo entregas, usando redes sociais, puxando o máximo para mantermos a atividade. Se tornou um trabalho especial", conta.
 
"Com certeza vai ter desemprego. As pessoas estão usando cartão e outros meios para comprar. Quando a quarentena acabar, não vai ter giro tão rápido. Até o pessoal começar a comprar de novo nas lojas, vai demorar", diz Mônica Aparecida Oliveira, 41, proprietária de um pet shop.
 
Inclusive, ela diz que já pensa em fechar o estabelecimento, já que, desde a última segunda-feira, 23, o fluxo de vendas na loja caiu 80%. "Quem tinha que comprar ração, já comprou. Nosso contrato vence em maio. Vou conversar com minha irmã, que me ajuda a administrar a loja, para fecharmos. Preciso dela aberta para pagar aluguel, mas sabemos que quando a quarentena terminar, a crise será mais alta, e aí a conta vem".
 
Camila Aparecida, 26, trabalha em uma loja de produtos naturais no Centro. Ela diz que as pessoas precisam ter “fé em Deus, que dias melhores virão”. A atendente também destacou o desemprego como um dos grandes problemas após a quarentena. 
 
"Depois que voltar ao normal, vai ter muita gente desempregada. Precisamos de clientes e de dinheiro para pagar todo mundo. Sei que temos que cuidar da saúde, mas tem que saber dosar", afirma.

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