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Comerciantes sugerem ‘rodízios’ e ‘meio período’ para voltarem a trabalhar

Quarentena tem prejudicado quem trabalha com comércio, afirmam

Por Daniel Marques - de Suzano27 MAR 2020 - 21h10
Comércios de Suzano estão de portas fechadas, grupo de lojistas reclamaFoto: Jackeline Lima/ Divulgação
Rodízio entre as lojas e trabalho em meio período. São algumas das alternativas que os comerciantes de Suzano estão propondo para conseguirem voltar a trabalhar em seus estabelecimentos, sem que tenham muitos prejuízos por conta da quarentena.
 
O período com as portas fechadas tem preocupado quem sobrevive com o comércio, uma vez que os clientes estão em casa, conforme determinação do governo do Estado. Por isso, donos de estabelecimentos estão preparando um "buzinaço" para chamar a atenção das autoridades para o problema.
 
“Tenho dois funcionários registrados. Estou segurando por 30 dias. Depois, terei que mandá-los embora. E eu? Como fico? Tenho 15 contratos, e 11 pessoas já entraram em contato dizendo que não vão pagar”, diz o técnico em informática Eduardo Gomes, 28.
 
O prejuízo para comerciantes em meio à pandemia gira em torno de 70% a 80%, conforme reportagem do DS veiculada na edição de ontem. Exatamente por isso, manter o comércio funcionando, porém com carga horária reduzida, é uma boa ideia na opinião de Gomes.
 
"Trabalhar meio período reduziria o fluxo de pessoas e não causaria tanto impacto para nós. Poderíamos adotar as precauções, como usar de álcool em gel e luvas. Até mesmo separar as pessoas que estão no grupo de risco", diz.
 
Gomes também diz que os comerciantes não estavam preparados para parar de trabalhar "de uma hora para a outra" e ressalta que faltou diálogo. "Antes de tomarem a decisão de fechar tudo, deveriam ter chamado os maiores comerciantes de Suzano e falado a situação. A decisão foi compulsória. Faltou escutar o povo".
 
Vagner Lima, 53, trabalha na área da saúde. Ele cita serviços essenciais que estão funcionando na cidade, como postos de combustíveis, açougues e padarias, e sugere rodízio entre comerciantes. 
 
"Poderíamos dividir os funcionários - alguns trabalham em um dia e outros em outro dia - senão ninguém vai pagar aluguel e todos terão que dispensar funcionários. Por que esses profissionais (que estão trabalhando) podem e nós não podemos? Eles são imunes ao vírus?", questiona.
 
Lima também diz que entidades que realizam doações para pessoas carentes pararam com as ações por conta da quarentena. "Visitei algumas associações que não estão fazendo doação porque não têm como se manter. Temos que achar uma alternativa", pede.
 
Para o dono de uma casa de açaí, Ricardo Rodrigues, 40, reduzir mesas, aumentar a fiscalização nos comércios e exigir a higienização dos estabelecimentos são medidas que podem ser adotadas para que o comércio volte a funcionar. "Sou contra o fechamento. Estou há uma semana com meu comércio fechado tendo prejuízo muito grande. Já tentei delivery (serviço de entrega), mas nem motoboys querem trabalhar", conta.
 
Em nota, a Associação Comercial e Empresarial de Suzano (ACE) informou que “não tem uma posição definitiva” sobre fechamento e abertura do comércio não essencial e está levando as sugestões, dúvidas e questionamentos aos órgãos competentes. A entidade considera ser um “sonho” ver o comércio crescendo e batendo recordes.

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