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Conselho registra 416 casos de violência contra crianças e adolescentes na pandemia

Casos de violência aconteceram entre março e maio em diferentes regiões

Por Daniel Marques - de Suzano05 JUL 2020 - 05h10
Casos foram registrados nas regiões do Centro, Casa Branca e Palmeiras. As informações foram passadas pela presidente da unidade, Sonia Aparecida PimentaFoto: Jackeline Lima/Divulgação
O Primeiro Conselho Tutelar de Suzano realizou 416 atendimentos de violações de direitos graves envolvendo crianças e adolescentes entre os meses de março e maio deste ano - período da pandemia. Os casos foram registrados nas regiões do Centro, Casa Branca e Palmeiras. As informações foram passadas pela presidente da unidade, Sonia Aparecida Pimenta.
 
Estes atendimentos englobam situações como violência psicológica, negligências e agressões físicas envolvendo menores de idade. Antes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os casos recebidos com frequência pelo Conselho eram de procura por transporte escolar, vagas em creches e questões envolvendo alunos que se matriculavam, mas abandonavam a escola - situações classificadas como "rotineiras" pela presidente do Conselho. 
 
Quando chegamos em meados de março, mudou um pouco. Tivemos mais denúncias, agressões verbais e físicas, intolerância de vizinhos com crianças em apartamentos. Às vezes as crianças choram, incomodando essas pessoas. Pegamos casos de violência doméstica praticada pela própria mãe, que agride, puxa o cabelo e realiza ataques verbais. A gente se surpreendeu com a violência neste período, e os casos ficaram mais graves", explica Sonia.
 
Houve uma queda no número total de atendimentos, em comparação com o mesmo período de 2019, quando foram 1.181. Porém, naquela época, os casos mais comuns envolviam vagas em creches, negligências e riscos à vulnerabilidade. Em uma visão geral, houve mudanças nos tipos de atendimentos. Eles passaram a ficar mais graves.
 
Atendimentos na pandemia
 
Atualmente, os atendimentos mais corriqueiros são realizados via telefone, mas as denúncias seguem sendo acompanhadas presencialmente. Nestes casos, os conselheiros vão até o local e aplicam as medidas protetivas, sempre obedecendo regras sanitárias para evitar a propagação do novo coronavírus.
 
Em alguns casos, é necessário realizar atendimento em uma sala. Como as sedes estão fechadas, eles são feitos na Secretaria de Desenvolvimento Social da cidade. "Todos os telefones foram transferidos para lá, e na sala 17 fica um plantonista do Primeiro Conselho e um do Segundo. Quando há necessidade de atendimento presencial, reservamos uma sala para atendimento e escuta do caso, ou organizamos um horário para que a pessoa seja atendida em outro espaço. Não tem como interromper o atendimento, só intensificamos outras formas de fazer", disse Sonia.

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