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Jornal Diário de Suzano - 05/12/2020

Deficiente comemora mudança na lei e fala sobre dificuldades do cotidiano

07 JAN 2016 - 07h01

A presidente do Movimento Pelos Direitos dos Deficientes Físicos (MDDF), Maria Aparecida Bataro, comemorou a mudança no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que altera a penalidade da infração para aqueles que estacionarem em desacordo com a regulamentação. A partir de hoje, o motorista que estacionar em vagas destinadas aos deficientes perderá cinco pontos na habilitação e será multado em R$ 127,69, sendo que a infração passou de leve para grave.

De acordo com Maria, as pessoas tendem a se conscientizar mais a partir do momento que sofrem as consequências no bolso. Em Suzano, segundo ela, muitos respeitam as vagas exclusivas, mesmo assim, é necessário ter medidas que reforcem a necessidade deste benefício.

"Eu, por exemplo, tenho muita dificuldade para me locomover, ando sempre na cadeira de rodas e ter uma vaga exclusiva ajuda. No entanto, na região central da cidade, o período de estacionamento rotativo é o mesmo tanto para os deficientes, quanto para as pessoas que não possuem problema de locomoção", explica.

Maria detalha que logo depois de ultrapassar a primeira barreira, que é estacionar, ela precisa sair rápido do veículo, o que não é possível, uma vez que alguém precisa retirar a cadeira de rodas do automóvel. "Entre abrir a cadeira e sentar nela se passam pelo menos 20 minutos. Como a Zona Azul é de uma hora perco praticamente 40 minutos entre entrar e sair do carro" comenta.

A presidente frisa ainda que a mudança na lei é uma primeira vitória, mas frisa que existe a necessidade de levar mais acessibilidade, seja dentro de lojas particulares e prédios públicos, ou em calçadas e estacionamentos. Para trabalhar a acessibilidade, a MDDF ensina às crianças a inclusão social.

Por meio do projeto Brinquedos e Engenhoca, oferecido no contraturno escolar, educadores da instituição demonstram a importância de respeitar e ajudar as pessoas com deficiência. "A partir destas ações vemos as mudanças na sociedade. É um trabalho lento, mas que aos poucos vai dando certo", completa. (P.Q.)

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