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Desemprego e dívidas com drogas são motivos que levam pessoas às ruas

15 MAI 2016 - 08h01

Diferentes motivos levam uma pessoa a viver em situação de rua, como o desemprego, a ameaça por causa de dívida com o tráfico de drogas e a dependência por alguma substância lícita ou ilícita - álcool ou entorpecentes. As histórias distintas se assemelham quando o assunto é a busca por um abrigo que forneça, momentaneamente, a mesma sensação que vivenciaram quando tinham um lar.

Alguns acolhidos do Centro Social Bom Samaritano de Suzano descreveram suas histórias de vida. Todos os personagens enfatizaram que a crença religiosa e a esperança os movem a crer que há um futuro próspero para cada pessoa em situação de rua.

O cearense Cleidvan Santana da Silva veio a São Paulo com um trabalho. Apesar disto, ele perdeu o emprego e, pela condição financeira escassa, acabou indo dormir na rua para que pudesse descansar e procurar outra ocupação profissional.

Com o passar dos dias, o homem descobriu que não poderia confiar em ninguém, mas, também, enxergou que existiam pessoas na mesma situação que eram de confiança. Ele também relata que chegou a dormir embaixo de viadutos e da Praça João Pessoa, no Centro.

"Quem está na rua sofre todo tipo de preconceito. Eu já dormi embaixo daquela ponte que faz divisa com Poá. Fui picado por muriçocas a noite inteira, porém era o único local seguro. Quando acabei dormindo na praça apenas um cara me ajudou, mas ele não está mais aqui", disse. Silva explica que a pessoa que o ajudou dormia na região central, mas foi assassinado há poucos meses.

Otimista e perseverante na fala. Adjetivos que resumem Mike Luiz, de 20 anos. Ele falou brevemente sobre o motivo que o levou à situação de rua. No entanto, a história do rapaz detalhada pela assistente social do Bom Samaritano, Shirley Aurea.

"A rua maltrata a gente, e quem um dia viveu e já saiu sabe disto. Apesar disso sempre existem pessoas que nos ajuda dando comida ou roupas, sabe? Enfim, eu sempre andei sozinho, então, não me envolvi com coisas erradas aqui em Suzano. Com certeza, estou na procura de um emprego para ter um futuro", disse Luiz, ao ser questionado sobre a situação vivida e sua perspectiva.

"Digo que é meu filho postiço. Infelizmente ele se envolveu com a criminalidade na cidade dele, no interior paulista. Ele é uma pessoa do bem, sempre sorrindo", falou Shirley.

Segundo Antonio Luiz Rastrelli, o Carioca, a atual situação econômica no País acaba não ajudando àqueles que buscam um emprego para sair da situação de rua. Ele avalia que muitas coisas poderiam ser feitas para ajudar, porém vê que há esperança apenas nas pessoas que acolhem eles, já que a sociedade os enxerga de forma preconceituosa. "Estou procurando ainda alguma coisa, mas estou já com 56 anos e é bem difícil. Graças a Deus temos pessoas como ela (Shirley) e um local como o Bom Samaritano, que nos dá um alimento digno, banho e coisas para ocupar nosso tempo", finalizou.

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