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Jornal Diário de Suzano - 17/09/2019
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Destino de prédio antigo no Centro de Suzano pode ser de uma galeria

Local onde abrigou um supermercado aguarda definição sobre seu destino. Comerciantes e moradores pedem providências

Por Daniel Marques - de Suzano09 SET 2019 - 21h49
Prédio, que fica na altura do número 1.070 da Rua General Francisco Glicério está praticamente abandonadoFoto: Sabrina Silva/DS
Comerciantes e frequentadores do entorno do prédio onde funcionava o antigo supermercado Guaió, em Suzano, reclamam do abandono do terreno e da insegurança nas imediações do local. O prédio, que fica na altura do número 1.070 da Rua General Francisco Glicério está praticamente abandonado. O cercado de metal do lado de fora esconde a vegetação, lixo e pragas urbanas que compõem o lado de dentro.
 
Comerciantes vizinhos ao terreno se queixam da presença de pessoas que invadem o local. Um ponto de ônibus fica na frente do terreno, e as reclamações de usuários das linhas urbanas são constantes, sempre enfatizando a insegurança do ponto. É o que diz Kelli Cristina, 50, que trabalha próxima ao espaço. Para ela, já se tornou rotina escutar pessoas no ponto dizendo que sentem medo de ficar próximo ao local.
 
"À noite é deserto, e dá medo de ficar aqui. Algumas pessoas em situação de rua pulam para dentro", conta. Ela também diz que, em dias de chuva, ratazanas saem de dentro do prédio. O problema de pragas urbanas também incomoda Alberto Tanaka, que tem uma ótica próxima ao local. O idoso de 67 anos classificou a situação como "complicada".
 
"Sempre eles (ratos) invadem aqui. Outros insetos também. Eu fecho minha ótica às 18 horas porque tenho medo de ficar até mais tarde", revela. A enfermeira Sirlene Ferreira da Silva, 44, mora desde os 10 anos em Suzano, e diz que fazia compras com frequência no antigo Guaió. Para ela, a construção de um Pronto Socorro no local não seria uma má ideia. "Fica no Centro, de fácil localização", sugere. "Hoje, um mercado não seria tão necessário, porque tem muitos no entorno", justifica.
 
Já Talita Suellen, 23, prefere que um mercadão seja construído no terreno. "Poderia ser um como o de Mogi", diz a funcionária de um comércio próximo.
 
Imobiliária
 
Representantes de uma imobiliária que faz a intermediação dos responsáveis pelo terreno e possíveis interessados desmentiram os comerciantes do entorno, afirmando que as declarações são irreais. Atualmente, há uma negociação em andamento, e o local pode se tornar uma galeria. No entanto, não há nada assinado e, por isso, a imobiliária trata o assunto com cautela.
 
Prefeitura
 
Já a Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação de Suzano, por meio de nota, afirmou que não tem nenhum projeto em análise para a utilização do local. Segundo o documento, por ser uma área particular, a pasta vai aguardar a decisão dos proprietários sobre o destino do imóvel e investimentos no local.
 
A reportagem do DS consultou a Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano, mas, até o fechamento da matéria, não obteve resposta.

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