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Jornal Diário de Suzano - 20/09/2020
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Educação, Saúde e Transporte são desafios para o próximo prefeito

18 SET 2016 - 08h01

Parceria entre município e Estado será fundamental



A educadora da rede estadual de ensino, Rogata Aparecida Atanes Netto, afirma que uma das principais falhas da rede de educação de Suzano é a falta de parceria entre os ensinos municipais e estaduais. Além disso, a professora afirma que falta capacitação dos profissionais no trabalho do ensino inclusivo.

Rogata, que é professora coordenadora do Núcleo Pedagógico da Área de Educação Especial da Diretoria de Ensino de Suzano, acredita que o novo prefeito terá de trabalhar junto ao governo do Estado. "Porque o município fica com a educação infantil e quando a criança inicia a juventude vai para a escola estadual. Se trabalhar em parceria eles podem se ajudar com um bom programa, uma boa educação", comentou.

Para a educadora, é necessário realizar um relatório de cada aluno no momento em que a criança é transferida. "O aluno chega no Estado sem um histórico, sem um relatório do que foi trabalhado com ele. Fazíamos uma reunião na educação especial. Deveria ser feito o mesmo. Às vezes tem um aluno que sofreu bullying, outro que mora em abrigo, outro que tem dificuldade de aprendizagem. O professor já vai pensando em como receber essa criança", explicou. Para ela, esta é a principal medida que deveria ser tomada pela nova gestão.

A professora também afirma que o novo prefeito precisará olhar social para os professores do ensino público. "Educação para todos. A gente ouve outros professores comentando que não estão preparados para essa demanda. Educação para relações éticas raciais, liberdade de gênero. Eu acredito que para minimizar a dificuldade é estender esse olhar social", opinou.

Interação da população ajuda na segurança, diz especialista



A falta da interação da população com os órgãos de segurança pública é o principal problema em Suzano apontado pelo especialista. A informação foi dada pelo 1º tenente do 32º Batalhão da Polícia Militar, Lucas Mitieli. Para ele, o apoio do novo prefeito será importante para auxiliar no trabalho integrado da segurança.

De acordo com o tenente, a falta de participação da sociedade dificulta o trabalho da polícia. "Os desafios da segurança pública, via de regra, é as políticas públicas. A maior dificuldade hoje é a participação da sociedade junto ao Poder Público. Essa proximidade com suas necessidades para prover essas necessidades da melhor forma", explicou. Para ele, com a população expondo seus problemas fica mais eficaz o trabalho policial. Para isso, Mitieli aponta que deve haver um trabalho conjunto com o novo gestor. "Porque a segurança não é feita só da presença do policial para evitar o crime. Têm medidas administrativas, como iluminação, um bom calçamento, identificação das ruas, uma boa educação", comentou. Para isso, o tenente cita programas educacionais. "Existe um programa educacional, o Jovem Cidadão, que é uma parceria com a Prefeitura. Eles trazem as escolas municipais para passar o dia conosco. Passamos orientação sobre resistência ao uso de drogas e a criança começa a ter um pouco mais de intimidade com a polícia. Perde aquele medo de se aproximar. Essa é uma das maneiras de aproximar o cidadão da polícia", opinou. O tenente também explicou que é preciso investir no trabalho integrado. "É comum nossos policiais perceberem uma situação num bairro carente, rua com buraco ou um terreno que está sendo utilizado para estupro. Segurança é um sistema que todo mundo tem que participar". (R.J.)

Saúde requer gestão pública com melhor condição de trabalho



A falta de uma gestão pública na área da saúde, que vise melhores condições de trabalho aos funcionários e distribuição correta do orçamento, é um dos principais desafios de Suzano para o próximo prefeito. A informação foi divulgada pela diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde) de Mogi das Cruzes e Região, Kátia Aparecida dos Santos.

A dificuldade para que as unidades de saúde de Suzano realizem um bom atendimento, segundo a especialista, se deve ao baixo número de funcionários. "Precisamos de melhores administradores. Voltado mesmo à realidade do Sistema Único de Saúde (SUS), e não buscando seus próprios interesses. Visando a saúde da população", opinou Kátia.

Para ela, o próximo prefeito deverá analisar a situação para trazer melhorias. "A redução do quadro de funcionários se deve a distância do local de trabalho, o salário e a carga horária.

Além disso, ela afirma que será preciso ver a redução da carga horária e o um salário digno". A diretora explicou ainda que não fala de médicos, e sim dos demais funcionários. "Como enfermeiros. Os cuidados gerais quem dá são esses outros profissionais, que hoje tem os salários mais baixos e a carga horária muito longa", opinou.

A especialista acredita, ainda, que é necessário que seja feita uma boa administração que possa destinar os recursos para as áreas necessárias, como melhor estrutura e remédios. "É preciso a distribuição das vagas de especialidades. Privatizar o serviço de saúde não tem necessidade. É questão da administração. A população não quer saber porque não tem remédio. Vão agredir a primeira pessoa que atendê-los. Aí começa o conflito entre o paciente e o funcionário", comentou Kátia. (R..J.)

Transporte e mobilidade precisam de plano diretor



As calçadas que não suportam a quantidade de pedestres, o estrangulamento das vias na área central de Suzano e dificuldades na transposição de leste a oeste, pela linha férrea, são questões apontadas por Nobuo Aoki Xiol, especialista em transito e mobilidade urbana, que poderão ser estudadas pelo próximo prefeito. Para ele, essas questões precisam ser estudadas para a aplicação de obras e projetos, que necessitam de um plano diretor.

Sobre as dificuldades que Suzano enfrenta diariamente, Xiol citou: "Em termos de mobilidade urbana, há a questão do pedestre que circulam pelas calçadas. No Centro há um número grande pedestres circulando. Há a transposição de leste a oeste, entre a via férrea, tanto para o transporte coletivo, como para os veículos de passeio”.

O especialista citou também vias que estão sobrecarregadas pelo excesso de veículos. "Vias como a (Rua) Benjamin Constant e (Avenida Antonio) Marques Figueira estão saturadas e necessitando de um viário novo e novas ligações nesse sentido. Suzano tem dois viadutos fazendo transposição da linha férrea e poderia ter mais um, por baixo da linha férrea".

Para eles, são questões que a nova gestão terá que enfrentar. "Na verdade são desafios que a administração terá nesse campo que é de grande importância para a mobilidade urbana, principalmente porque resolver essa área trás saúde de vida. As utilizações diferentes das vias podem gerar maior mobilidade", explicou.

Xiol também falou sobre a necessidade de um plano de mobilidade. "O plano é obrigatório, é algo bastante interessante para dar continuidade no trabalho político. É uma lei sobre as principais obras que o município precisa, para que os gestores tenham que cumprir o planejamento". (R.J.)

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