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Entregas dos Correios devem ser regularizadas em duas semanas

Com fim da greve, cerca de 500 mil cartas simples e 200 mil encomendas devem ser enviadas aos destinatários

Por Daniel Marques - de Suzano22 SET 2020 - 22h30
Trabalhadores retornaram ao trabalho após greveFoto: Regiane Bento/Divulgação
Após mais de um mês de paralisação, chega ao fim a greve dos funcionários dos Correios na região. A direção de base do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Correios e Telégrafos (Sintect) no Alto Tietê estima que todas as correspondências atrasadas sejam entregues em até duas semanas. São cerca de 500 mil cartas simples e 200 mil encomendas e cartas registradas na região.
 
Praticamente todas as unidades dos Correios no Alto Tietê voltaram, ontem, a operar normalmente. Além da retomada, os funcionários terão que trabalhar todos os dias (incluindo sábados, domingos e feriados) até que todas as correspondências atrasadas sejam regularizadas.
 
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou aumento de 2,60% aos trabalhadores, mas retirou 50 cláusulas do dissídio dos funcionários. A decisão, em geral, não agradou os funcionários, que perderam 30% de adicional de periculosidade, pagamentos e tickets em férias e no Natal, auxílio para criança deficiente, 200% de hora extra aos domingos, entre outros.
 
Para o diretor de base do Sintect no Alto Tietê, Milton de Jesus Miguel, a decisão foi “política”. “Na verdade, percebemos que foi um julgamento político, e não baseado na Justiça. O ministro Ives Granda Filho (que propôs a manutenção de 29 das 79 cláusulas), tem uma promessa dos generais pra assumir o Supremo Tribunal Federal (STF). Não foi baseado na lei”, acusou.
 
Até o fechamento da reportagem, o TST não havia se pronunciado sobre a acusação da direção de base.
 
Paralisação
 
A paralisação durou 37 dias. Os funcionários reclamavam dos cortes de benefícios, como tickets de alimentação e refeição, adicional de risco e ajuda de custo para profissionais que têm filhos com deficiência.
 
Além disso, houve redução no tempo de dissídio coletivo, que antes era válido por dois anos e agora caiu para um. Uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos Correios permitiu que a alteração fosse feita. Assim, o acordo, que antes iria até 2021, venceu no dia 31 de julho. 
 
Segundo o diretor de base, os Correios começaram a tirar cláusulas do acordo coletivo por conta própria, o que irritou os trabalhadores.

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