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Feriados e crise devem trazer impactos para comércio de Suzano

12 JAN 2016 - 07h00

Os comerciantes de Suzano acreditam que o feriados deste ano e a crise econômica devem impactar nas vendas. Neste ano, terão mais feriados nos dias de semana do que em 2015. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) estimou que em 2015 o setor perdeu R$ 15,5 bilhões no País por conta dos feriados. Para este ano, que terá sete feriados e três pontos facultativos federais, a CNC não divulgou a pesquisa.

É o caso de Hugo Mascarenhas que tem uma loja de insumos para impressoras na Rua Monsenhor Nuno, no Centro. "Meu comércio é um pouco atípico, diferenciado, porque não atendemos o consumidor final, e sim indústrias, empresas. Então, quando tem feriado o movimento acaba completamente. Pois está tudo fechado, escolas, fóruns, as indústrias. Então não tem para quem vendermos", diz.

Há três meses na Rua Monsenhor Nuno, Eudilene Gomes Batista e Luísa Santana chegaram a pegar alguns feriados desde quando abriram a loja de roupas femininas. "Nós chegamos a pegar feriados como o da Consciência Negra, que teve em Suzano. Viemos trabalhar e ficamos sozinhas aqui", brinca Eudilene. "Peguei o calendário e vi que vai ter bastante feriado de quarta e de quinta-feira. Mas nós vamos funcionar normalmente, porque infelizmente não temos verbas ainda, somos um comércio pequeno. Um dia parado traz muita perda", afirma. "A crise faz com que as pessoas viajem menos, fiquem mais na cidade", diz Eudilene. "Mas também consomem menos", acrescenta Luísa.

Na Rua General Francisco Glicério, a operadora de caixa de uma loja de artigos para bebês, Tayanne de Souza, diz que o dono da loja não costuma abrir nos feriados. "Para ele não compensa abrir porque o movimento já está muito parado, então ele prefere assim", fala. "Fechar nesses dias gera uma perda muito grande também, até porque fica fechada a loja. Se abrir, ele tem custo maior, porque precisa pagar hora extra para os funcionários".

Gerente de um comércio de artigos para cozinha, mesa e banho, Maria de Fátima Rodrigues, diz não sentir muito o impacto. "É melhor você deixar o funcionário alegre. Ele vai para casa, descansa, curte a família e volta no outro dia melhor para trabalhar", afirma. "Dinheiro não é tudo". Além dos feriados, a crise econômica foi apontada. "A crise pegou a gente de jeito neste ano que passou. Antes, vendíamos um jogo de cama que custava R$ 400. E no ano passado vendemos muita toalha de mesa, que custa R$ 50. Produtos caros não saíram muito. Então agora a gente se planeja e compra mais dos produtos baratos", explica.

"O brasileiro está mais consciente de que tem que pensar para gastar antes. Acho que mesmo com feriados e a crise, este ano vai melhorar para as vendas. Enquanto isso eu observo e vou comprando aquilo que o cliente vai querer", conclui a gerente.

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