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Ferroviários farão greve para reivindicar vacinas;164 mil vão ficar sem trens

Falta de vacinação para funcionários do serviço essencial também é inadmissível, afirma o sindicato da categoria

Por de Suzano14 ABR 2021 - 05h00
Estação de Suzano deve ser afetada se houver a greve dos ferroviários da CPTMFoto: Regiane Bento/DS
Os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decretaram greve para o dia 27 de abril. Entre outras coisas, a categoria cobra a inclusão no grupo prioritário para receber a vacina contra a Covid-19.
 
Se a paralisação for concretizada, ao menos 164.539 passageiros da região, que utilizam os trens, devem ser afetados em 12 estações. A de Suzano terá o maior número de pessoas afetadas, com 32.495. Seguido da Estação Ferraz de Vasconcelos, totalizando 23.841, e a Estação Itaquaquecetuba, que prejudicará o transporte de 16.926.
 
"A CPTM mais uma vez deu calote em seus funcionários não pagando o Programa de Participação de Resultados (PPR) de 2020, o que deveria ter sido feito no dia 31 de março de 2021. A empresa ignora o que os ferroviários têm passado diariamente, muitos contando com esse dinheiro - ainda mais nesse momento de pandemia. A falta de vacinação para funcionários do serviço essencial também é inadmissível. Por isso, decidimos paralisar o serviço", informou José Claudinei Messias, presidente interino do Sindicato da Sorocabana. 
 
Conjunto
 
O Sindicato, em conjunto com os Sindicatos dos Ferroviários de São Paulo e dos Engenheiros de São Paulo, entidades que representam os trabalhadores da CPTM, decidiu entrar em greve a partir da meia-noite do dia 27 de abril de 2021.
 
A decisão foi tomada em assembleia realizada nas sedes de cada sindicato, respeitando todas as normas de segurança definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Os ferroviários votaram, por maioria, a favor da paralisação para protestar contra o não pagamento do PPR 2020, que devia ter sido realizado no dia 31 de março e além disso, devido à ausência de resposta da empresa e do governo estadual em relação à inclusão dos ferroviários no grupo prioritário de vacinação contra o novo coronavírus, “pois já são centenas de contaminados e dezenas de óbitos”.
 
"Todos os trabalhadores de serviços essenciais estão sendo vacinados, menos os trabalhadores do transporte público. São Paulo não parou porque nós não paramos. Então, se somos essenciais, temos de ser vacinados. Os ferroviários estão expostos diariamente, mesmo tomando todos os cuidados e sem os equipamentos de proteção ideais. A cada imagem de estações e trens lotados, tem os ferroviários na linha de frente expostos à todas as variantes do Coronavírus. O risco é imenso. Merecemos respeito e ao menos uma resposta positiva", ressalta Messias.
 
A greve dos ferroviários a ser deflagrada no dia 27 de abril é por tempo indeterminado e deve paralisar todas as linhas representadas pelos Sindicatos na CPTM.
 
O DS entrou em contato com a CPTM, mas não recebeu retorno até final desta reportagem.

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