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Jornal Diário de Suzano - 24/06/2018
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Filha de mãe russa, moradora de Suzano mantém tradições do país entre a família

Mesmo com o sangue russo da família correndo pelas veias e o país sendo sede da maior competição futebolística do mundo nesta edição, a suzanense disse que torcerá pelo hexa do Brasil

Por Lucas Lima - de Suzano13 JUN 2018 - 10h39
Aos 12 anos ela chegou ao Rio de Janeiro. Tempos depois se mudou para Valinhos, em São Paulo. No Estado, morou também na Vila Prudente, onde cresceu e estudou numa escola de freiras, antes de vir para SuzanoFoto: Sabrina Silva/Divulgação

Faltando apenas um dia para a Copa do Mundo de 2018, em Suzano, a dona de casa Wanda Capura Braha, de 82 anos, mantém as tradições russas entre a família. Nascida na Polônia, mas filha de mãe russa, ela costuma fazer comidas típicas, seguir a prática religiosa e até mesmo tem a sala do apartamento onde mora enfeitada de bonecas matriorkas e de réplicas da Catedral de São Basílio, erguida na Praça Vermelha, em Moscou. Mesmo com o sangue russo da família correndo pelas veias e o País sendo sede da maior competição futebolística do mundo nesta edição, a suzanense disse que torcerá pelo hexa do Brasil.

Foi na década de 30 quando Wanda nasceu na cidade de Lviv, mais conhecida em português como Leópolis ou Lemberga, na Polônia. Pequena, com apenas cinco anos, ela, os irmãos, e os pais - polonês Jan Capura e russa Helena Capura – tiveram que se mudar para Kiel, na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Lá, eles viveram por aproximadamente sete anos, quando receberam um convite do ex-presidente do Brasil, Getúlio Vargas, para vir morar em território brasileiro. “O Brasil e os Estados Unidos estavam procurando pessoas para trabalhar, pois não tinham nada. Pagaram as passagens e deram dinheiro para começarmos uma nova vida aqui”, contou Wanda.

Aos 12 anos ela chegou ao Rio de Janeiro. Tempos depois se mudou para Valinhos, em São Paulo. No Estado, morou também na Vila Prudente, onde cresceu e estudou numa escola de freiras, antes de vir para Suzano. Wanda veio morar na cidade suzanense após o filho mais velho, que na época tinha 18 anos e hoje em dia tem 60 anos, passou em uma faculdade de Mogi das Cruzes. “Como ele vinha e voltava para a região todos os dias, falei com o meu marido para procuramos um local mais próximo de onde o nosso filho estudava para ficar mais fácil a locomoção dele”, explicou.

Assim, há mais de 40 anos o casal comprou uma chácara no Jardim Chácara Mea, em Suzano. Porém, com o falecimento do marido, decidiu comprar um apartamento no primeiro prédio erguido na cidade, que fica atualmente no Centro.  

Com a vida instável e acompanhada hoje com a cachorrinha nina, a descendente de russo mantém as tradições do País que sediará a Copa do Mundo neste ano entre a família. Uma delas acontece nos cafés da manhã, almoço e jantar em família, quando são elaborados pratos típicos, como por exemplo, a sopa borscht, a massa varêniki e pães assados com recheio pirozhki. Outra que tradição que envolve a família, que é mantida, ocorre nos casamentos. Por se casarem em catedrais ortodoxas, os padrinhos dão ao casal dois quadros e uma toalha que cobre os santos da religião.

Mesmo com tanto amor pela Rússia, Wanda revelou que torcerá pelo Brasil na Copa do Mundo. “Tenho quatro filhos, duas mulheres e dois homens, além de sete netos, e somos hoje todos brasileiros. A Polônia e nem a Rússia vão ganhar. Vou assistir os jogos em casa mesmo torcendo para ambos nos jogos”. Ela ainda destacou que por sua mãe ter tido uma família grande na Rússia, um dos jogadores atuais da seleção pode ser parente dela. “Hoje com certeza os nomes e sobremos já mudaram, mas pode ser que tenha algum primo meu jogando e defendo a seleção da Rússia”, completou.

 

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