Envie seu vídeo(11) 97569-1373
sexta 25 de setembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
ÚNICCO POÁ
Pmmc Sarampo
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO
PMMC COVID SAÚDE

Funcionários dizem não saber sobre pagamentos

01 SET 2016 - 08h00

Os deputados membros da CPI da Merenda ouviram ontem, por mais de seis horas, três funcionários da Cooperativa de Agricultura Familiar (Coaf), na tentativa de apurar os desvios de contratos com agentes públicos e destino final do pagamento de "comissões" a vendedores da Cooperativa.

Primeiro a ser ouvido pelos parlamentares, o vendedor da Coaf, Cesar Augusto Bertholino confirmou a parceria com a Coagrosol na participação de licitações em várias cidades paulistas. "Tinha uma lista que tínhamos que seguir: onde a Coopersol estivesse não entrávamos. Tinha esse acordo, era uma determinação do (Cássio) Chebabi (ex-presidente da Coaf)", disse.

Questionado sobre a participação de agentes públicos no processo de venda do suco de laranja, Cesar citou Jeter Rodrigues Pereira, ex-funcionário público aposentado e já convocado para prestar esclarecimentos à CPI. "O Jeter tinha contrato com a Cooperativa e dizia que ia conseguir o contrato com o Estado, mas acho que era mentira. Na verdade ele estava endividado, desesperado atrás de dinheiro", declarou. Ao final do seu depoimento, Cesar cedeu cópia do depoimento que prestou na Delegacia de Bebedouro, detalhando contratos com várias prefeituras paulistas. O documento foi anexado aos autos da CPI da Merenda.

Na sequência os deputados ouviram o vendedor Emerson Girardi, que alegou desconhecer o destino final do pagamento de "comissões". "Eu sacava o dinheiro na boca do caixa e entregava para o Chebabi. Não sabia para o que era e quem ele ia pagar, só cumpria ordens".

Os depoimentos de hoje foram encerrados com o ex-funcionário Luiz Carlos da Silva Santos. Apesar de em depoimento à polícia Chebabi ter citado o ex-funcionário como vendedor, Luiz Carlos garantiu que sempre trabalhou como motorista, com remuneração mensal de R$ 2,3 mil, sem receber adicionais ou comissões.

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias