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Zona Rural

Geada mais forte dos últimos 20 anos atinge plantações em Suzano

De acordo com o Sindicato Rural de Suzano, perdas podem chegar até 65%. Produtores buscam alternativas

Por Thiago Caetano - de Suzano24 JUL 2021 - 22h00
Geada mais forte dos últimos 20 anos atinge plantações em SuzanoFoto: Regiane Bento/DS
O frio intenso que atingiu Suzano no início da semana foi o mais forte dos últimos 20 anos. A geada afeta diretamente os produtores rurais do município. De acordo com o Sindicato Rural de Suzano, as perdas podem chegar a 65%.
 
A situação mais crítica foi na madrugada de segunda-feira (19) para terça-feira (20). Na noite seguinte, porém, a geada foi menor. “De terça para quarta foi bem menor. Na madrugada de segunda para terça foi o frio mais forte dos últimos 20 anos. As perdas, infelizmente, são inevitáveis”, disse o presidente.
 
Suchiya ressalta que o acontecimento é natural. Ele pede paciência e resiliência aos produtores, visto que o tempo de reposição demora para acontecer. “É natural. O único jeito é plantar e seguir em frente. Até em ambientes climatizados haverá perdas. A natureza atingiu todos de forma igualitária”, ressalta.
 
O produtor rural José Roberto Bispo calculou uma perda de 20% em sua horta, localizada no Chácara Mea. O pé de alface americano e a escarola foram os mais atingidos pelo frio. 
 
“Queimou bastante a borda da folha. A coloração mudou bastante. A escarola sentiu bastante também. De ontem para cá percebemos que queimou bastante. Perdemos 20%”, relata.
No entanto, Bispo esperava efeitos mais graves por conta da intensidade do frio. Ele comemora, visto que não há o que fazer para evitar perdas. Por lá, os produtos mais vendidos são: coentro, cebolinha e alface (crespo e americano). 
 
“Geou bastante, mas por enquanto não surtiu bastante efeito. Achei que o estrago seria maior. Dá para colher 80% tranquilo. Em campo aberto não tem o que fazer”.
 
Perto dali vive Cícero Donizete Farias. Ele também calculou uma perda de 20%. O prejuízo foi a desaceleração na produção. “Os pés de alface amanheceram cobertos de gelo. Neste período diminui um pouco. Não tem jeito. Mas aqui perdemos poucos. Deu uma atrasada na produção, mas está havendo recuperação. Tem bastante procura, só precisa ter o produto”, finalizou. 

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