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Jornal Diário de Suzano - 20/10/2020
SOUZA ARAUJO
Reisinger Ferreira
PMMC OUT ROSA
ÚNICCO POÁ
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO

Hábitos normais se tornam desafios para cadeirantes em Suzano

29 MAI 2016 - 08h01

Hábitos rotineiros como ir a consultas médicas, pagar contas ou fazer compras se tornam verdadeiros desafios quando o quesito é a falta de acessibilidade a pessoas cadeirantes ou com problemas de locomoção. Segundo o Movimento Pelos Direitos dos Deficientes Físicos (MDDF), o município não tem uma estrutura adequada, principalmente por conta da falta de manutenção preventiva das calçadas.

O principal problema é observado nas cinco principais ruas da área central da cidade: General Francisco Glicério; Benjamin Constant; Monsenhor Nuno; Armando de Salles Oliveira e Nove de Julho. O DS andou pelas calçadas destas vias e constatou que que há buracos, desníveis e até mesmo a raiz de árvores que podem atrapalhar os cadeirantes. Todas chegam a ter rampas de acesso, no entanto, o espaço de algumas é insuficiente para que um cadeirante possa passar.

Em nota, a Prefeitura informou que a Secretaria de Assuntos Urbanos sempre que procede obras de infraestrutura, vai paulatinamente adaptando-as. “Quando a acessibilidade dos passeios públicos, é de responsabilidade dos moradores contíguos que devem mantê-los nas devidas condições”, informou.

Outra queixa é a falta de adaptações em órgãos públicos ou estabelecimentos comerciais suzanenses. Para a presidente do movimento, Maria Aparecida Botaro, os cadeirantes acabam tendo mais dificuldade quando necessitam utilizá-los. "Apenas a Prefeitura tem um acesso, porque tem elevador. Os demais órgãos públicos não têm. Um exemplo é a Promoção Social, que tem uma vaga no estacionamento para cadeirantes, mas é longe do local de acesso", acrescentou.

Ela contou ainda que nos comércios da cidade, o problema está no espaço que as lojas cedem para transitar entre as gôndolas. "Em alguns comércios a cadeira não passa. Acaba esbarrando em tudo. Uns estão começando a se adaptar, mas outros ainda continuam a mesma coisa. É muito difícil", frisou.

Maria também relatou que o problema de se locomover se agrava ao ir a bairros afastados da região central, já que muitas calçadas têm desníveis grandes. "Passamos verdadeiros desafios porque, algumas vezes, precisamos ir à rua porque a calçada está intransitável. Porém, a própria estrada acaba sendo pior", lamentou.

Sobre a dificuldade enfrentada em regiões mais afastadas, a cadeirante Eliane Oliveira Santos enfatizou que passa por desafios físicos, já que a rua onde mora que é de paralelepípedo. "Subir minha rua é muito difícil, ainda mais quando chove. Aí só com ajuda mesmo. Infelizmente não encontramos Leis que nos amparem adequadamente".

POLÍTICAS PÚBLICAS

Outro tema abordado pela presidente da entidade foi a falta de políticas públicas. Ela disse que existe um conselho para tratar sobre assuntos específicos do tema, mas que, muitas vezes, falta quórum. "Temos Conselho do Idoso, Criança. O de deficiente nunca temos número", disse.

"Antes tínhamos um ônibus para nos buscar, mas aí quebrou e estamos à míngua. Quando os políticos vêm aqui é só para pedir voto. Conseguimos manter a entidade por meio de doações da comunidade e do bazar, porém, as execuções das atividades ocorrem em três dias: terça-feira; quinta-feira e sábado", explicou.

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