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Jornal Diário de Suzano - 31/10/2020
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Hospitais do Alto Tietê perdem 50 leitos do SUS em apenas um ano

18 MAI 2016 - 08h01

As cidades da região perderam 50 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) em um ano. Dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, por meio do Datasus, apontam que o Alto Tietê tinha 1.528, em maio do ano passado. No mesmo mês deste ano, o número caiu para 1.478, uma diminuição de 3,27%. Os leitos estão distribuídos em 16 hospitais, sendo que Mogi das Cruzes possui sete unidades de saúde. Biritiba Mirim é o único município da região que não tem leitos.

O levantamento mostra que a maior queda de leitos do SUS aconteceram em duas divisões da pesquisa: a que considera especialidades de psiquiatria entre outras, com queda de 10,11%, já que passou de 178 leitos, no ano passado, para 160, neste ano; e o obstétrico, com uma diminuição de 9,68%. Passou de 186 leitos para 168. Somente seis cidades da região tem atendimento obstétrico: Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e Suzano. O município mogiano tem o maior número: 60.

Além disso, outros três setores apresentaram diminuição no número de leitos. Os pediátricos tiveram uma queda de 3,31%, com 181 unidades no ano passado e 175 neste ano. O setor de cirurgia perdeu 2,76% leitos em um ano, já que eram 435, em 2015, e são 423, neste ano. Os leitos complementares também registram queda, porém de apenas 0,53%. Além disso, os leitos do Hospital Dia se mantiveram estáveis em 16 unidades. O único setor que teve alta nos números foi o de leitos clínicos, com aumento de 1,46%. Eram 342 unidades, no ano passado, e passou para 347.

QUATRO ANOS

Em contrapartida, quando comparado um período maior de tempo, as cidades da região tiveram um aumento na quantidade de leitos. Isso porque, em maio de 2012, havia 1.409 leitos no Alto Tietê, ou seja, houve um crescimento de 4,9%. Só para se ter uma ideia, os municípios ganharam 58 leitos clínicos, já que havia 289, em 2012, e são 347, neste ano.

GERAL

Com relação aos números gerais de leitos (SUS e particulares) também houve queda. Eram 1.969 leitos, em maio do ano passado, e passou para 1.868, neste ano. Uma queda de 5,13%. Somente os leitos particulares apresentaram uma diminuição de 11,56%, já que eram 441, em 2015, e passou para 390, neste ano.

Em relação aos últimos quatro anos, nos dois quesitos (SUS e particular), também foi registrada queda, porém de 2,19%. Isso porque, em 2012, as cidades tinham 1.828 leitos, sendo que 419 eram particulares.

BRASIL

Pesquisa divulgada ontem pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que a situação vivida na região é semelhante ao do País. Isso porque o Brasil perdeu quase 24 mil leitos de internação em um período de cinco anos. Para o presidente do CFM, Carlos Vital, o levantamento mostra, em números, a falta de leitos vivida diariamente por médicos e pacientes nos hospitais brasileiros, o que acaba provocando atrasos no diagnóstico e no início do tratamento, aumentando a taxa de mortalidade.

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