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Jornal Diário de Suzano - 29/10/2020
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Inadimplência no comércio de Suzano cresce 53,81% em três meses

16 JUN 2016 - 08h00

O número de pessoas que tiveram o nome inserido na lista da inadimplência do comércio suzanense, de março a maio deste ano, cresceu 53,81% em relação ao mesmo período de 2015. Neste ano, mais de 20 mil consumidores tiveram os nomes inseridos no Serviço de Proteção ao Crédito (SCPC). Em março, abril e maio do ano passado, mais de 13,5 mil clientes ficaram com o nome "sujo na praça". Os dados foram divulgados pela Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano.

De acordo com o balanço, o número de pessoas que não conseguem quitar as respectivas contas subiu. Para se ter uma ideia, no último mês entrou na lista de inadimplentes do comércio suzanense 8.931 consumidores. No mesmo mês de 2015 foram registrados 4.543 novos nomes na lista de inadimplência. Dos três meses, março deste ano foi o único que teve o menor índice em comparação ao mesmo período de 2015. Enquanto no último ano tiveram o nome incluído 3.863 clientes, neste ano o número caiu para 3.219 (veja detalhes na tabela ao lado).

Em contrapartida, as exclusões da lista do SCPC também subiram o que significa que mesmo em meio às dificuldades financeiras, os consumidores continuam o esforço para quitar as dívidas. De março a maio tiveram o nome limpo na "praça" 15.682 contribuintes. No mesmo período de 2015, 14.211 pessoas haviam quitado as contas, o que representa crescimento de 10,33%. Em complemento, o volume de consultas de localidade no Serviço de Proteção ao Crédito também subiu. Foram 134.406 pesquisas neste ano contra 124.747, em 2015.

Conforme explicado anteriormente pelo economista Luiz Edmundo de Oliveira Moraes ao DS, o setor ainda aguarda o crescimento da economia e a tendência é um aumento no número de inadimplentes. No entanto, ele frisa que a questão está mais relacionada aos hábitos sociais e morais. Isso porque quando a economia entra em recesso não significa aumento da inadimplência, "pois deixar de pagar as contas está mais ligado a educação financeira".

De acordo com o presidente da ACE, Neder Romanos, o aumento do número de inadimplentes está altamente relacionado à crise financeira. "Quem tem dinheiro está receoso em gastar e quem não tem não pode se endividar, isso, inclusive, foi citado pelo ministro da Fazenda (Henrique Meirelles). As pessoas usaram o 13º salário para pagar dívidas e mesmo as fases sazonais apresentam os piores crescimentos", completa.

Ainda segundo o presidente, datas como o Dia dos Namorados, celebrado no último final de semana, ajudam a aquecer o setor, assim como o frio também alavancou as vendas, seja de roupas seja de aquecedores. "Algumas lojas conseguiram chegar a um crescimento de 70%. Claro que tem setores que lucram mais que outros, mas já é um sinal positivo".

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