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Jornal Diário de Suzano - 04/08/2020
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Isolada, região do Ipelândia é a única sem registro de mortes pela Covid-19

Região também é a que tem menos casos da doença; isolamento e respeito podem ter contribuído para fenômeno

Por Daniel Marques - de Suzano01 AGO 2020 - 22h00
Pela ótica dos próprios comerciantes do bairro, a população da Vila Ipelândia tem seguido os protocolos com afincoccFoto: Regiane Bento/Divulgação
Pouco mais de quatro meses após o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a região da Vila Ipelândia, em Suzano, é a única que ainda não registrou nenhuma morte em decorrência da doença. Além disso, é o local da cidade que tem menos casos registrados do novo vírus: apenas 29, segundo dados divulgados na última terça-feira (28) pela Prefeitura de Suzano.
 
Não há uma explicação certa para o “fenômeno” que ocorre na Vila Ipelândia, mas o secretário de Saúde da cidade, Luis Claudio Guillaumon, acredita que uma “junção de fatores” seria responsável por essa menor incidência no bairro.
 
“Não há certeza ainda, mas provavelmente a causa pode ser o isolamento geográfico e a adoção mas rígida dos protocolos de proteção (uso de máscaras, higienização constante das mãos e distanciamento social), somados ao fato de que agora houve uma estabilização no número de novos casos da doença no município”, justificou o secretário.
 
O DS foi até a Vila Ipelândia para tentar entender o que acontece no local e notou grande respeito aos protocolos por parte da população nas ruas, principalmente com o uso de máscaras de proteção no rosto. A reportagem tem circulado com frequência por outras regiões da cidade e visto o oposto disso: diversas pessoas sem máscara e ignorando o isolamento social.
 
Comerciantes e moradores dizem que seguem protocolos
 
Pela ótica dos próprios comerciantes do bairro, a população da Vila Ipelândia tem seguido os protocolos com afinco.

Os relatos dão conta, por exemplo, que partidas de futebol não estão acontecendo em dois campos que ficam na entrada do bairro e que costumam ficar movimentados, principalmente aos finais de semana. Em outros pontos da cidade, as famosas “peladas” já podem ser flagradas sem grandes dificuldades.

“O pessoal se preocupa e se cuida muito por conta do vírus. É difícil passar alguém sem máscara aqui. Até agora, não ouvi dizerem que há gente com a Covid-19 nem que morreu alguém desta doença no bairro. Nem nos campos vi jogos”, conta Michele Silva, funcionária de um bazar e papelaria que fica no bairro.

Leandro Fróes, proprietário de um açougue que fica próximo à entrada da Vila Ipelândia, diz que os comerciantes estão sendo cuidadosos com a doença e classificou como um “caso aleatório” o fato de alguém passar sem máscara próximo ao local. 

“As pessoas que transitam por aqui usam máscara. É um ou outro caso aleatório de gente sem máscara - geralmente crianças ou pessoas em situação de rua. No geral, acho que todo mundo está preocupado”, conta Fróes, que completou dizendo que o cuidado das pessoas faz com que os casos sejam menores. 

“Fiquei sabendo de três ou quatro apenas, mas eram comerciantes de fora, que vêm do ABC para trabalhar aqui”.
Já Diego Paixão, proprietário de uma loja de piscinas, acredita que um número “menor” de moradores esteja interferindo na quantidade proporcional de casos. 

“Todo mundo está de máscara. Acho que a população é pequena também. Aqui há muitas chácaras e poucos moradores”, acredita.

O relato de Paixão dá força à tese de Paulo Sergio Pedroso, proprietário de um bar que fica próximo ao início da Estrada Keida Harada. Ele diz que a região é pouco agitada e aglomerada, e que isso colabora para uma menor incidência de casos. 

“Morte, realmente não fiquei sabendo que teve aqui, mas há casos. O que eu vejo é que as pessoas têm tomado as devidas precauções. Eu, por exemplo, lavo as mãos umas cem vezes por dia. Não é uma área muito agitada e, por conta disso, há poucos casos e mortes também. A aglomeração é pequena por aqui. Há muitas chácaras, então o bairro é menos populoso também”, opinou.

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