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Justiça cumpre ação de reintegração de posse no bairro Chácara Mea

16 AGO 2016 - 08h01

Em ação pacífica, oficiais de Justiça cumpriram, na manhã de ontem, reintegração de posse de um imóvel de 1.310 m², no bairro Chácara Mea. O procedimento foi acompanhado pela Polícia Militar (PM), Conselho Tutelar e Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. Na área, moravam três famílias, com cerca de 24 pessoas, entre elas dois idosos e 14 crianças.

O processo estava em andamento desde 2011, sendo que em maio, uma das famílias foi notificada. Segundo o oficial de Justiça, Antonio Aquino, a família de Marcos Pedroso, foi a primeira a firmar residência no local. "Eles foram notificados sobre a decisão da Justiça em maio, na época não conseguimos levantar o número de pessoas que moravam no local. A desocupação está pacífica, o autor do pedido é quem arcará com os custos da mudança", explica.

A dona de casa Regiane Pereira conta que ela e o marido (Pedroso) foram morar no terreno onde construíram a casa, em 2009. "Compramos de uma pessoa que estava de mudança. Pagamos cerca de R$ 2 mil. Depois vieram morar aqui meus sogros e duas cunhadas. No entanto, depois descobrimos que um suposto dono do terreno o tinha vendido para outra pessoa", detalha.

Pedroso revela que ao saber do processo, ele fez um acordo com o dono do imóvel, mas o negócio não prosseguiu. "Primeiro o proprietário nos deixou no local como caseiros, depois, para sair daqui, fomos intimidados. Entramos com um processo na Justiça, pois meus pais e minhas irmãs não têm para onde ir e a ação está em meu nome, ou seja, não os cita".

No terreno há três casas, a primeira com quatro pessoas - duas delas crianças. Na segunda moram oito pessoas, sendo sete crianças. E, na última, cinco pessoas, duas delas idosos. Pedroso completa que estão todos desempregados e sem local para se mudar. "Não temos para onde ir, levarei os móveis para a casa de um parente".

O filho do autor da ação, Jonatas Oliveira, explica que as famílias entraram sem autorização e que para eles se mudarem foi oferecido um terreno. "Meu pai conversou com eles e ofereceu um terreno próximo daqui. Mas eles disseram que era longe e não aceitaram. Tentamos alugar o imóvel, mas não deu certo também, porque eles entraram na Justiça para pedir a posse".

Segundo o tenente Witalo, o procedimento foi tranquilo e a PM permaneceu na área até a conclusão da ação. O educador social, Paulo Rodrigues, da secretaria, completa que a pasta acompanhou toda a ação para, se necessário, encaminhar os idosos para uma casa de acolhimento.

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