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Cidades

Maioria do comércio do Parque Maria Helena segue fechada

Dificuldades de acesso à região por pedestres, deixaram o local com clima de abandono

Por Matheus Cruz - de Suzano12 JAN 2021 - 11h14
Maioria do comércio do Parque Maria Helena segue fechadaFoto: Isabela Oliveira\DS
Os moradores e comerciantes que trabalham no Parque Maria Helena, em Suzano, seguem com os problemas motivados pela retirada da passarela que ligava o bairro até o Centro da cidade. As dificuldades de acesso à região por pedestres, deixaram o local com clima de abandono, já que as ruas estão vazias e os comércios - em grande parte-, estão fechados. 
 
O DS percorreu o bairro na manhã desta sexta-feira (8), e conversou com moradores e trabalhadores, que confirmaram a sensação de abandono e esquecimento.
 
Na rua Benedito Gonçalves Pereira, o que se vê são portas fechadas, dezenas de placas de “aluga-se”, e menos de dez estabelecimentos abertos. De acordo com o comerciante Orlando Barroso, 71, que tem uma relojoaria no local há mais de dez anos, hoje a rua vive “às moscas”.
 
“É muito triste ver nossa rua assim. Antigamente ainda conseguíamos vender algo, mas hoje, faço no máximo alguns reparos de relógios e troca de bateria. Não tenho dúvidas que melhoraria a situação se tivéssemos uma passarela”, comentou. 
 
Desde a inauguração da nova estação de trem da cidade, ocorrida em 2016, mais de 25 pontos comerciais foram fechados na mesma rua. Conforme foram passando os anos, a situação só piorou. Atualmente, o que mantém os poucos estabelecimentos abertos são os clientes fiéis, é o que explica a cabelereira Celia Bassi, moradora do local há mais de trinta anos.
 
“Não dá para comparar o número de clientes que eu tinha e as que eu tenho hoje. Antes, qualquer pessoa que passava via o salão aberto e já vinha cortar o cabelo e fazer unha. Hoje só ficou os clientes mais tradicionais, são os que me fazem seguir em frente”, disse a cabelereira.
 
Além dos clientes fiéis, a unidade do restaurante popular, - o Bom Prato - também contribui para a circulação das pessoas no local. O relojoeiro Orlando lembra que se o restaurante fosse desativado, seria a concretização do fim do comercio local. “Seria um desastre, porque atualmente é o que ainda nos salva, se não fosse o restaurante, acho que até mesmo os que ainda permanecem abertos iriam acabar fechando”, explicou

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