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Jornal Diário de Suzano - 20/10/2020
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Reisinger Ferreira

Mais de 26 mil empresas fecham as portas em um ano no Alto Tietê

23 ABR 2016 - 08h01

A crise financeira, que tem atrapalhado todos os setores de trabalho deixando muitas empresas desativadas, fechou 26.646 empresas, indústrias e comércios no Alto Tietê no último ano. O número é superior em 20,9% ao das empresas que fecharam as portas em 2014, quando 22.040 fabricantes e comerciantes deixaram de operar. O dado foi divulgado pela Junta Comercial de São Paulo (Jucesp) e é referente aos municípios de Poá, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Suzano.

A região soma 2.143 indústrias de transformação, que foram desativadas durante o ano de 2015. O número é 27% maior do que em 2014, quando 2.143 indústrias deixaram de operar. O dado da Jucesp aponta ainda que o comércio e estabelecimentos de mecânica foram os mais afetados pelo período de baixa produção e venda, sendo que em 2015 foram 18.940 unidades de portas fechadas, 18% a mais que em 2014, quando foram registradas 16.041 unidades fechadas. Além disso, são apontadas empresas que encerraram as atividades no setor administrativo, serviços domésticos e outras atividades de serviços.

De acordo com o vice-diretor da Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) do Alto Tietê, Renato Rissoni, um dos principais motivos para esse quadro é a crise no País. "É uma situação normal que fechem e abram empresas por vários motivos, mas se acentuou exatamente por causa da crise", explicou.

Rissoni aponta que a situação econômica, a baixa demanda e a obsolescência de produtos no mercado são fortes influenciadores. "Muitas das empresas param as atividades, não fecham, aguardam o retorno, a retomada da indústria. Para preservar a empresa, se corta parte da atividade para não fechar, se dá férias coletivas, vai se mostrando meios para tentar passar a crise", esclareceu.

O economista Luiz Edmundo de Oliveira Moraes comentou a influência negativa que esses comércios e empresas fechadas trazem para a população da região. De acordo com ele, a população que já está sem poder aquisitivo também sofre com a falta de empregos. "O efeito sobre os municípios é ruim, tanto pelo Poder Público que arrecada menos e pela população que tem menor renda e menos oferta de emprego. Essas são as regras gerais da retração financeira", explicou.

Ainda de acordo com Moraes, a retração foi causada por gastos excessivos do governo. "Esse excesso de gastos resultou nisso, agora estamos pagando a conta. Os grandes prejudicados é a população que depende de emprego. As pessoas ganham menos, gastam menos devido a falta do poder aquisitivo e essas empresas ficam no ócio de produção por falta de procura dos seus produtos. Com a diminuição do poder de compra, as empresas vendem menos, afetando também seus funcionários", opinou.

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