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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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Manifestação cobra melhorias em bairros atingidos pelas enchentes

22 JAN 2016 - 07h01

Mais de 100 moradores de bairros atingidos recentemente por enchentes realizaram um protesto pedindo ajuda da Prefeitura. A ação, que foi organizada pela Organização Não-Governamental (ONG) Instituto Lupa Suzano, reuniu os manifestantes na Praça dos Expedicionários. A maioria já faz críticas no Facebook. Ontem, o protesto foi nas ruas.

O grupo iniciou uma caminhada pela Rua Baruel até a sede do Executivo. Entre as reivindicações estavam pedidos de isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para as residências atingidas, auxílio financeiro às vitimas, indenização das perdas materiais essenciais e auxílio de aluguel solidário para as pessoas que ainda estão vivendo em área de risco. Ao todo, estiveram no ato representantes de seis bairros: Jardim Fernandes, Jardim Carmem, Cidade Miguel Badra, Parque Maria Helena, Jardim Monte Cristo e Suzanópolis. Todos, locais que foram fortemente atingidos pelas chuvas do último dia 9 de janeiro e também do final de 2015.

"Estamos pedindo por ações de emergência. Muitas pessoas perderam tudo e ainda não recuperaram nada. Eles estão em estado de miséria, sem alimentos, sem móveis. Muitos não possuem nem um colchão para dormir", falou o vice-presidente da Lupa, Dario Reisinger Ferreira. Ele também destacou que um dos objetivos da manifestação era evitar uma tragédia maior. "Ainda têm famílias vivendo em casas que podem desabar a qualquer momento. Só queremos que a Prefeitura olhe para isso. Até o momento ela não fez nada. Tentamos marcar uma data para falar com o prefeito e não conseguimos. As secretarias de Defesa Civil e obras até foram em alguns bairros, mas não fizeram nada de efetivo".

Segundo Ferreira, atualmente no Jardim Fernandes existem seis famílias vivendo na beira do Córrego Jaguari em imóveis com rachaduras e sem condições de serem habitados. O Instituto Lupa calcula que apenas neste bairro existam 20 famílias que necessitam de apoio urgente. Em todo município, o número passa de 100.

"Não tive Ano Novo. Perdi tudo. Minha casa ficou com mais de um metro de água. Agora estou vivendo de doações. Se não fosse boa vontade de alguns estaria passando fome. Pedi ajuda na prefeitura, mas ninguém me deu retorno", disse a auxiliar de enfermagem Silvana Rodrigues, moradora da Rua Mario Gonçalves, no Jardim Fernandes.

Moradores de outros bairros da cidade também alegaram "abandono". "No Miguel Badra existem cinco ruas que foram devastadas com a última chuva. A situação é precária. Em outras cidades da região que também tiveram casas alagadas as prefeituras ajudaram muito, porque aqui isso não acontece", falou o professor Luciano Gomes.

Durante o trajeto até a Prefeitura os manifestantes gritaram frases como "Fora Tokuzumi". Eles levaram cartazes como forma de manifestação e alguns estavam vestidos máscar de oxigênio e pé de pato.

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