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Jornal Diário de Suzano - 30/11/2020
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Reisinger Ferreira

Meninos representam cerca de 10% dos estudantes de balé em Suzano

24 JAN 2016 - 07h01

Os meninos representam cerca de 10% dos estudantes de dança em Suzano. Nas oficinas de Ballet e Dança Contemporânea oferecidas pela Secretaria de Cultura de Suzano, por exemplo, em 2015, dos 380 aprendizes do Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi, apenas seis eram meninos, segundo a Prefeitura. No Studio Márcia Belarmino eles são cerca de 15%, e no Centro de Arte Lilian Gumieiro, 20% dos alunos.

Há mais de 20 anos formando bailarinos em Suzano, Márcia Belarmino diz que o número de rapazes nas aulas de Balé melhorou em relação à década de 1990. "Há 15 meninos que fazem dança no estúdio. Mas a maioria faz street dance. No balé clássico, mesmo, são dois. O Thales, de 16 anos, e o Rodrigo, que tem 22", relata.

O número baixo de garotos nas aulas de balé pode ser explicado pela cultura do brasileiro, segundo Márcia, que diz haver resistência da família em matricular o filho no balé por considerar que seja algo direcionado ao público feminino.

"É uma ignorância da família (não permitir que o menino dance). Isso é desconhecimento. Dentro do futebol, por exemplo, é comum ter homossexuais. Mas na cultura do brasileiro, futebol é 'coisa de homem', então fica algo camuflado porque o ambiente exige isso. No meio artístico o bailarino não será discriminado por ser homossexual, então ele não precisa se camuflar. Assim, as pessoas acham que todos os bailarinos são gays", explica. "Tenho amigos bailarinos que são casados, têm filhos. A opção sexual não está atrelada à profissão", diz.

Ela mostra que a dança, a princípio, não era para as mulheres. "A ignorância (de falar que balé é só para meninas) é muito grande, porque quem dançava, lá no começo da história da dança, eram os homens. Os reis eram os grandes intérpretes, era algo para os nobres. Com a evolução que a mulher foi ganhando seu espaço", explica.

Já Lilian Gumieiro diz que ainda há pessoas com preconceito, mas o número é bem menor do que há 20 anos, quando abriu sua escola em Suzano.

“Acho que ainda existe preconceito, mas das pessoas que vêm de uma geração mais velha. As pessoas mais jovens têm a mente mais aberta. Na escola recebo pais, na casa dos 30 anos, que perguntam sobre as aulas para o filho”, fala.

“Já tive vivências com meninos que faziam balé escondidos e, quando decidiram contar para a família, tiveram que cancelar a matrícula porque os pais não deixaram. Mas isso há uns 10 anos”, comenta.

Lilian ressalta que a escola é muito procurada porque o público vê que os bailarinos conseguem alcançar grandes objetivos. “Tem meninos que foram para Nova Iorque, Canadá, Alemanha, Tunísia, Turquia, então eles se tornam referência”.

Um dos incentivos para ter meninos no balé é feito por meio de bolsas. Márcia diz que oferece bolsas integrais a meninos. Lilian também os incentiva. “A partir de segunda (amanhã) já estamos com inscrições abertas para bolsas para meninos e meninas. Para meninos não é preciso ter experiência, justamente porque o número é menor. Também para estimular a parte masculina (na dança) e ver se descobrimos novos talentos”, explica.

Lilian diz que, para se inscrever, é preciso preencher uma ficha em uma de suas unidades.

OFICINAS DE Balé

As oficinas da Prefeitura são gratuitas e ambos os sexos, a partir dos 7 anos, podem se matricular no Casarão das Artes, Rua 27 de Outubro, 271, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 13 horas às 16h30.

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