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Jornal Diário de Suzano - 30/10/2020
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Ministério flagra trabalho escravo em obra do Minha Casa, Minha Vida

13 NOV 2015 - 07h01

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagrou, na tarde de ontem, trabalhadores em situação de trabalho escravo em uma obra do Minha Casa, Minha Vida, na Rua Washington Luiz, no Jardim Europa, em Suzano. Pelo menos seis homens, entre eles ajudantes e pedreiro, estavam alojados em uma casa precária, sem condições de habitação, próxima da construção. O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Mogi das Cruzes, Suzano e Região (SintraMog) realizou a fiscalização.

Segundo o auditor-fiscal do MTE, José Luiz Lázaro, os trabalhadores foram aliciados por uma empresa suzanense - terceirizada da obra - nos estados de Alagoas e Maranhão. Há pouco mais de três meses na cidade, os empregados estão sem receber o salário há dois meses.

"No início da tarde vistoriamos os alojamentos e encontramos uma situação precária. Três homens dormiam em camas e outros três no chão, sendo que um deles dormia na cozinha", revela. "A geladeira e o fogão, por exemplo, estão enferrujados. O chuveiro só tem água gelada e eles não tinham dinheiro nem para a alimentação", completa.

Os trabalhadores foram resgatados pelo MTE e encaminhados para um hotel de Suzano, onde passaram a noite de ontem. Hoje, o Ministério vai se reunir com a construtora responsável pela obra do Minha Casa, Minha Vida e com a empresa terceirizada, responsável pela contratação. O objetivo do Ministério é cobrar os salários atrasados, indenização e subsídio para volta dos trabalhadores às cidades natais. O encontro deve acontecer às 16 horas.

De acordo com o ajudante Laudemir Martins, quando o procuraram em Alagoas ofereceram trabalho e moradia dignos. Com objetivo de melhorar de vida e ajudar os familiares, ele conta que aceitou a proposta. "O salário seria de R$ 1.240, conforme assinado na carteira de trabalho. Mas até agora só pagaram R$ 1.050 e faz dois meses que não recebo o pagamento. No alojamento não temos condições de ficar, falta equipamentos e camas", detalha.

O também ajudante José dos Santos acrescenta que dez pessoas foram trazidas para atuar na obra de Suzano, sendo que alguns foram encaminhados para outro alojamento. "Todos ficamos em uma situação complicada. As horas extras que trabalhamos não recebemos. A obra foi paralisada por falta de recursos e nós ficamos 'à deriva'. Vim para cá para melhorar de vida e as coisas só pioraram", completa.

Foram os próprios trabalhadores, que sem esperança de receber o ordenado, acionaram o Ministério do Trabalho. Eles revelaram ainda que depois de 43 dias sem receber o salário, solicitaram a empresa contratante dinheiro para voltar ao Estado natal, "mas nem isso fizeram por nós".

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