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Jornal Diário de Suzano - 25/01/2022
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Noivos vendem doces nas ruas para pagar casamento

Por Thiago Caetano - de Suzano05 DEZ 2021 - 16h00
Diariamente, Diego da Silva Inoue e Ana Paula Almeida Gonçalves, estão em pontos diferentes da cidadeFoto: Isabela Oliveira/DS
Para realizar o casamento, um casal decidiu vender doces nas ruas de Suzano. A iniciativa tem surtido efeito. Em média, os noivos chegam a vender 70 doces por dia. Por mês, o casal consegue vender 1.500 unidades. A cerimônia está marcada para fevereiro.
 
Diariamente, Diego da Silva Inoue e Ana Paula Almeida Gonçalves, estão em pontos diferentes da cidade. São vendidos cones trufados e pão de mel no valor de R$ 6. São diversos sabores. Eles começaram a namorar em novembro de 2020. Seis meses depois, Diego a pediu em casamento.
 
“Vi que ela é a pessoa que quero casar. Fui decidido no que eu queria”, afirma. Ele trabalha em um pet shop. Ela é aprendiz de promotora. Entretanto, eles não conseguiriam juntar o dinheiro a tempo. O valor que o casal necessita gira em torno de R$ 12 a R$ 15 mil. Além disso, os noivos precisam custear os móveis da casa onde vão morar. Com a ajuda de um amigo, que trabalha com doces, optaram por sair às ruas e vender o produto.
 
A árdua rotina se iniciou há 4 meses. “Para pagar nosso casamento, decidimos vender os doces. Tudo isso por conta dessa decisão. O resultado tem sido animador”, disse o noivo.
 
Os locais escolhidos são sempre frequentados por famílias. É o caso do Largo da Feira, no Centro de Suzano. Os noivos também costumam ficar em frente aos condomínios. O casal também escolheu a Avenida Paulista, em São Paulo, para vender os doces. A experiência, segunda a noiva, tem sido única.
 
Os vários “não” recebidos não desanimaram o casal. “Lidamos com vários tipos de pessoas, que abraçam o nosso sonho, dispostas a ajudar. Recebemos muitos não, mas o sim sempre vem embutido com uma motivação. O público abraça a causa, que é o nosso sonho”, relata.
 
“É uma experiência totalmente diferente das que eu vivi. Tem sido muito bom”, complementa. A iniciativa também contribuiu positivamente para Inoue. Com o passar do tempo, a timidez tem ficado de lado. “Antes não conseguia falar em público. Hoje me sinto mais confortável”.

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