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Jornal Diário de Suzano - 06/07/2020
Segurança Pública

Novo comandante avalia número de efetivo policial e atuação da PM

Coronel afirmou que tem preocupação também em garantir boa saúde emocional dos policiais

Por Daniel Marques - da região30 MAI 2020 - 20h00
Novo comandante fez análise do trabalho da PM e do efetivo policialFoto: Divulgação
O novo comandante do Comando de Policiamento de Área Metropolitana (CPAM-12), coronel PM José Raposo de Faria Neto, fez uma avaliação geral do efetivo na região e afirmou que o Alto Tietê está abaixo dos 15% em ausência de policiais militares. Ao todo, são 1.491 profissionais, segundo dados passados por ele. Raposo considera a posição boa, em comparação com outras regiões do Estado. 
 
“A realidade não é ruim no Alto Tietê. A lei define uma quantidade máxima de cargos que temos para realizar uma atividade e este número (abaixo dos 15%), comparados com a polícia no geral, está abaixo da média. Como um todo, a Polícia Militar não tem seu efetivo completo. Há uma quantidade de cargos vagos na ordem de 18% a 20% e estamos abaixo disso, então significa que a nossa região está sendo bem provida de efetivo das atividades”, afirmou o comandante. 
 
“Temos uma realidade global e estamos inseridos nela. Não podemos imaginar que estaríamos 100% enquanto outros lugares sofrem com médias maiores”, completou.
Emocional
 
O coronel Raposo afirmou que a maior preocupação dele no comando do Comando de Policiamento de Área Metropolitana (CPAM-12) é o cuidado com a tropa. Ele diz que a vida do policial militar é desgastante física e emocionalmente. Por isso, foi iniciada uma reestruturação da saúde mental com os policiais, a fim de possibilitar ao militar que ele tenha um ambiente seguro para buscar apoio em caso de necessidade.
 
“O policial sofre com turnos de trabalho que mexem com os piores problemas da sociedade: violência, carência, falta de educação, e por aí vai. Essa exposição impõe um cuidado para nós. Devemos estar muito atentos com os reflexos que isso traz para a saúde dele, que vai repercutir na forma na qual ele vai trabalhar ao longo do tempo”, conta o comandante.
 
Além disso, há uma preocupação em investir na instrução continuada da polícia. Raposo diz que o militar vai passar por curso de formação técnico/profissional específico, para ter capacidade de atender às demandas de segurança pública que cabem à Polícia Militar.
 
“Ao longo da vida do profissional, ele tem que passar por reciclagem e instrução específica, porque a aquisição de novos equipamentos implica em novos conhecimentos. Também há a parte de capacitação física. Temos a preocupação de que o efetivo receba esse cuidado através de um treinamento continuado. Essa preocupação será muito firme durante todo o tempo que estivermos aqui”, afirma o comandante. 
 
Sobre locais com maior necessidade de atuação, o comandante preferiu não ser pontual, mas elogiou a administração de Mogi das Cruzes, classificando como um “polo animador, que busca garantir uma boa urbanização”.
 
“(Mogi) tem uma Guarda Civil Municipal empenhada nisso (na urbanização). Não quero dizer que os outros (municípios) não tenham boas administrações. Temos regiões que sofrem com problemas de urbanização e saúde pública, e tudo isso compõe um quadro que a segurança pública acaba tendo que administrar. Não quero ser pontual em dizer que ‘esse’ ou ‘aquele’ está bom, porque isso acaba tendo uma conotação política, e não é esse nosso desejo”, afirmou o comandante.

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