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Novo salário mínimo desaponta sindicatos da região

Proposta de aumento foi feita pelo governo federal e começa a valer a partir de janeiro do ano que vem

Por Dennis Maciel - de Suzano18 ABR 2019 - 13h44
Para o presidente do Sindicato dos Servidores de Suzano, Claudio Aparecido dos Santos, o valor estipulado pelo governo federal não representa qualquer mudança para melhorar a vida do trabalhador, essencialmente por não se tratar de um aumento realFoto: Sabrina Silva/Divulgação
Os sindicatos da região afirmam que o novo valor do salário mínimo não representará qualquer mudança significativa para melhorar a vida do trabalhador, pois não possui um aumento acima da inflação. A proposta de aumento foi feita pelo governo federal e começa a valer a partir de janeiro do ano que vem.
 
Divulgado na última segunda-feira, o reajuste mudará o atual valor do salário mínimo de R$ 998 para R$ 1.040 em 2020. O reajuste para os anos seguintes será de 1.082 em 2021 e de R$ 1.123 em 2022. Valor é usado como base salarial para mais de 45 milhões de pessoas.
 
Para o presidente do Sindicato dos Servidores de Suzano, Claudio Aparecido dos Santos, o valor estipulado pelo governo federal não representa qualquer mudança para melhorar a vida do trabalhador, essencialmente por não se tratar de um aumento real. 
 
"O aumento no salário de qualquer trabalhador tem que ser pelo menos igual ou superior ao aumento da inflação naquele período. Tome como exemplo a nossa campanha salarial deste ano, onde conquistamos um aumento real de 4,12%, fora os benefícios ampliados, como a cesta básica e o vale-alimentação, entre dezenas de outros", afirma o presidente do sindicato.
 
Claudio Aparecido, explica que no caso da mudança divulgada pelo governo federal, o impacto tende a ser negativo, pois o assalariado terá mais contas para pagar e pagará mais caro pelas contas que tem hoje, mas sem poder financeiro para sustentar isso.
 
O secretário geral dos Servidores de Suzano, Carlos Amaro Alves Costa, explica que os sindicatos existem para garantir que os trabalhadores tenham os seus direitos assegurados. "O atual governo faz esforços para caçar os direitos dos trabalhadores enfraquecendo a representatividade sindical e tirando direitos, além de precarizar a Previdência com uma proposta de reforma avassaladora", argumenta.
 
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, acredita que a intenção do governo de reajustar o salário mínimo em 2020 sem aumento real é uma humilhação e frustra as expectativas dos trabalhadores e aposentados.
 
"O valor noticiado na segunda, mostra com clareza a mesmice conformista deste governo que quer apenas oferecer migalhas do Orçamento ao aumentar o salário mínimo apenas pela inflação. Negar aumento real é uma insensatez de burocrata. Essa decisão mostra um descaso do governo com os trabalhadores e aposentados brasileiros", afirma.
 
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos o governo precisa ter coragem para mudar os rumos da economia. Ele ressalta que o acordo das centrais sindicais com o governo federal, em 2006, que indicava a inflação somando ao PIB de dois anos anteriores, resultou em diminuição da pobreza, aumento do consumo e melhorias para toda a sociedade.

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